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Victor Birigui comanda vitórias do Brasil no Mundial

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A Seleção Brasileira sub-21 masculina venceu os dois jogos que disputados no Mundial do Bahrein. Na quinta-feira, bateu a Polônia por 3 sets a 1 (25/23, 23/25, 25/18 e 25/19) e ontem, o Canadá por 3 a 0 (25/15, 25/19 e 25/13). Nas duas partidas, o destaque foi o ponteiro Victor Alexsander Almeida Cardoso, de 20 anos, o Victor Birigui. Nas duas partidas ele foi o maior pontuador, com 14 acertos em ambas. Hoje, às 10h30 (de Brasília), a equipe canarinho volta à quadra para enfrentar a Itália.
Victor saiu de Birigui, onde nasceu, com 15 anos para o Sesi-SP. Com 16, já foi chamado para defender as categorias de base da Seleção Brasileira. Ele é tricampeão nacional de seleções com a equipe paulista, campeão estadual com o Sesi, é vice-campeão sul-americano sub 19 com a Seleção Brasileira e em 2017, também com a equipe canarinho, foi campeão da Copa Pan-Americana no Canadá, da qual foi eleito o melhor jogador. No ano passado, o Sesi emprestou Victor Birigui ao Itapetininga-SP para a disputa da Superliga. Neste ano, a equipe vermelha da capital paulista irá utilizá-lo na mesma competição.
Nascido em Birigui, Victor tem dois irmãos, que também jogam vôlei: Leonardo, 22, e Gilmárcio, 26. Eles são filhos de Gilmar Ferreira Cardoso, técnico de vôlei da escolinha da prefeitura de Birigui. Leonardo disputa a Superliga B com o Anapolina (GO), depois de ter passado pelo AABB-RJ, Atibaia-SP, Santo André e Sesi-SP. Assim que chegou ao Sesi, havia outro Leonardo e o filho de Gilmar passou a ser chamado de Léo Birigui. Em seguida, chegou ao mesmo clube o irmão Victor, que ganhou o apelido de Birizinho.
Com a saída de Léo, o caçula da família passou a ser conhecido com o nome com que projeta a capital nacional do calçado infantil no Mundial do Bahrein. Gilmárcio tentou carreira no vôlei, mas hoje trabalha na Secretaria Municipal de Obras de Birigui. Os três irmãos, assim como o pai, são ponteiros. Victor é o mais alto deles: 2,02m, Léo tem 1,93, Gilmárcio mede 1,91 e Gilmar, 1,89.
O pai morou em Araçatuba e chegou a atuar no Terello, time de vôlei da cidade em 1992. Depois se mudou para Birigui para ser professor na escolinha de vôlei. “Quando eles (os filhos) não estavam na creche, leva-os comigo para os treinos das escolinhas para não deixa-los sozinhos”, recorda-se o pai. Assim, os três filhos tomaram gosto pelo vôlei.

ANTÔNIO SOARES DOS REIS
Araçatuba


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