Três Lagoas completa 106 anos sem festa

DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

A cidade de Três Lagoas está completando hoje 106 anos de emancipação. Porém, a data não será comemorada deveria. Devido à pandemia do novo coronavírus, as festividades tradicionais foram suspensas. Até mesmo as lives e transmissões via internet em comemoração, sendo a missa campal e inauguração da Igreja Santo Antônio, programadas para domingo, foram suspensas. A live comemorativa de aniversário, marcada para hoje, foi suspensa, mas será feira em outra data ainda a ser definida.

“É um momento de precaução e respeito a estas determinações, às vítimas e todas as famílias”, explicou Guerreiro ao falar sobre a suspensão.,

Hoje, dia do aniversário, a Prefeitura de Três Lagoas vai compartilhar vídeos nas redes sociais em homenagem à data.

 

História

A história de Três Lagoas começou em 1829 com a entrada do sertanista Joaquim Francisco Lopes, de acordo com relatos no Instituto Histórico Brasileiro. Explorações completas foram realizadas na região entre 1830 e 1836. Os primeiros posseiros de terras foram Januário José de Souza, Inácio Furtado, Januário Garcia Leal, Francisco Lopes, Gabriel Lopes, José Lopes e Antonio Gonçalves Barbosa.

A Guerra do Paraguai fez com que os exploradores recuassem após avançarem o Rio Pardono rumo do Vacaria e do Brilhante. O fim do combate os trouxe de volta ao Vacaria.

Em 1885, Protázio Garcia Leal, apossa-se da região do “Piaba”; Nícésio Ferreira de Melo se estabelece no Rio Verde; n Ribeirão do Campo Triste destacou-se Antônio Ferreira Bueno, que batizou o local de Serrinha, onde hoje localiza-se o Distrito de Garcias; Antônio Paulino toma posse em águas do Campo Triste.

Nesta época já havia o destacamento do Governo Imperial em Itapura, às margens do rio Tietê, entretanto,a comunicação com os sertanistas do Mato Grosso era inexistente.

No ano de 1888, o Capitão Joaquim Ribeiro da Silva Peixoto comandava a guarnição de Itapura, composta por 40 homens escolhidos. Um deles, João Elias, iniciou uma investida na Barra do rio Sucuriú, acima da corredeira do Jupiá. Mais tarde, Elias convenceu Protázio Garcia Leal a estabelecer comércio em Itapura.

Já em 1889, o comércio de sal e mercadorias via rio Tietê o fez “descobrir” as três lagoas. Naquela época a venda dos produtos já atraía posseiros e criadores de gado à região. A posse da Fazenda das Alagoas foi então dada a Antônio Trajano dos Santos, que se estabeleceu próximo a maior das três lagoas. O então fazendeiro doa uma parte de suas terras para a formação do “Patrimônio de Santo Antônio das Alagoas”, em homenagem ao santo de sua devoção.

A República contribuiu para que diversas pessoas se estabelecessem às margens dos rios que banham a região, como Sucuriú, Rio Verde, Rio Pardo e Rio Paraná.

Anos depois o Governo do Estado doa 3.600 hectares de terra, anexados à Fazenda das Alagoas e o povoado recebe o nome de “Vila de Três Lagoas”. Em 1915 o território é separado política e administrativamente de Santana de Paranaíba, atual município de Paranaíba, e surge a cidade de Três Lagoas.

 

 

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