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Simone Tebet para: para mostrar a força política de mulher

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DA REDAÇÃO – TRÊS LAGOAS

Percorrer os caminhos da política, universo tradicionalmente masculino, não é tarefa das mais fáceis. A fisionomia delicada e gestos refinados não revelam a determinação de uma mulher que sabe o que quer e onde quer chegar. Simone Nassar Tebet está acostumando-se a quebrar tabus. Foi a primeira prefeita da história centenária de Três Lagoas, sua cidade natal, a primeira vice-governadora e agora a primeira mulher a presidir a poderosa Comissão de Constituição e Justiça, a CCJ, do Senado Federal. Em meio às “feras do Senado”, com décadas de mandato, Simone soube se impôr e conquistar espaços. Hoje é um nome de referência nacional.
Filha do Senador Ramez Tebet (1936/2006), Simone Nassar Tebet, desde a juventude engajou-se na política, em seu sentido mais profundo: o estudo da Ciência Política através das diretrizes do Direito. Formada em Direito, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, especializou-se em Ciência do Direito, é Mestra em Direito de Estado, e fez doutorado em Direito Constitucional. Tem formação política e atua apenas por impulso ou para aproveitar o legado deixado pelo pai, como tantos outros fazem. Ela caminha em faixa própria.
Aos 24 anos, Simone já era titular na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na Universidade Católica Dom Bosco (UCDB), na Universidade para o Desenvolvimento do Estado e Região do Pantanal (Uniderp) e nas Faculdades Integradas de Campo Grande (Fic-Unaes), posições que lhe renderam cada vez mais prestígio e admiração daqueles que a acompanharam.

ATUAÇÃO POLÍTICA
O sei pai, Ramez Tebet, foi prefeito nomeado em 1975. Foi assim que Simone interessou-se pela política. Acompanhava o pai no seu cotidiano. Ramez deixou a Prefeitura para ser secretário de Estado da Justiça e depois vice-governador. Simone seguiu sua trajetória acadêmica.
Entre os anos de 1995 e 1997, Simone era consultora técnica jurídica da Assembléia Legislativa do Mato Grosso do Sul e, por mais quatro anos, assumiu a diretoria técnica legislativa daquela Casa.

ATUAÇÃO PARTIDÁRIA
Em 2002, Simone disputou a sua primeira eleição. Elegeu-se deputada estadual com 25.251 votos. Em 2004, foi candidata à prefeitura de Três Lagoas, sua cidade natal, e eleita com 29.244 votos, passando a ocupar a cadeira que, na década de 70, foi de seu pai. Em 2006, a administração de Simone Tebet foi posta no ranking das dez melhores do Estado do Mato Grosso do Sul, ficando com a 8ª posição, em 86,33% de aprovação. Para ela, mais que ostentar títulos ou liderar topos, o importante é sentir que está alcançando seu principal objetivo: transformar Três Lagoas em uma cidade melhor para viver. “É a certeza de estarmos no caminho certo”, disse na época.
Exerceu um mandato dinâmico, projetando o nome de Três Lagoas no cenário nacional atraindo grandes empresas. Aumentou a representatividade de Três Lagoas como diretora de Assuntos Municipalistas da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e membro do Conselho de Representação do Centro Oeste, da CNM (Confederação Nacional dos Municípios).
Em 2008, devido ao seu governo, foi reeleita prefeita com 36.228 votos. Os três adversários tiveram juntos 10.939 votos. Ou seja, Simone obteve 76,8% dos votos nominais da eleição. Isso mostrou a sua força política.
Em 2010, após insistência do partido, então PMDB, Simone renunciou ao cargo de prefeita para compor chapa com André Puccinelli como candidata a vice-governadora. A chapa foi eleita e por diversas vezes, Simone assumiu o governo do Estado, da mesma forma que ocorreu com o seu pai.
Na eleição seguinte, o partido a indicou para disputar uma vaga no Senado. Simone aceitou o desafio. Eram seis candidatos ao Senado e Simone obteve 640.336 votos, o que representa 52,61% dos votos válidos. Foi eleita com folga.
No Senado Federal, Simone Tebet rapidamente abriu espaço político. Foi cotada para ser candidata à presidência com grande chance de vitória. Porém, seu partido optou pela candidatura de Renan Calheiros, que não teve força política para chegar.
Mesmo com assédio de outros partidos, Simone ficou no MDB e foi eleita a primeira presidente da Comissão de Constituição e Justiça. No momento, ela comanda a comissão que analisa duas das principais reformas do país: a da Previdência e Tributária.

PREVIDÊNCIA
A presidente da CCJ Simone Tebet, disse que os prazos da tramitação da reforma estão mantidos e que estão previstas audiências públicas de terça (20) a quinta (22). Ela adiantou que o dia mais extenso dos debates deve ser na quarta-feira (21), quando estão previstas quatro sessões temáticas.
Cada sessão será presidida pelo autor do requerimento, e contará com as presenças de Simone e de Tasso. Todas as mesas serão formadas por pelo menos oito autoridades. O ministro da Economia, Paulo Guedes, também é aguardado. As sessões temáticas da parte da manhã terão início, respectivamente, às 8h e às 10h, e, na parte da tarde, às 14h e 16h. Esta última, segundo Simone Tebet, sem previsão de hora para terminar.
Simone acredita que a análise do texto no Senado será encaminhada de forma tranquila. Ela atribui a opinião ao fato de a Casa ter criado uma comissão especial que acompanhou a tramitação do texto na Câmara dos Deputados, o que possibilitou aos senadores já conhecerem bem o assunto.
-À medida em que alguns excessos que nós condenávamos já foram resolvidos, como BPC, trabalhador rural, e mesmo contemplados de forma diferenciada, a mulher e o professor, sem dúvidas, o trabalho fica mais fácil”, disse.

Pacto Federativo
A CCJ vai conciliar o debate sobre a PEC 6/2019 e o pacto federativo, segundo a presidente. Ela explicou que a comissão terá espaço de uma semana para avaliar as medidas de auxílio aos estados, logo depois que a reforma da Previdência for lida. Simone garantiu, no entanto, que a análise das matérias não servirá como “moeda de troca” para aprovação da reforma da Previdência.

Reforma tributária
Já a reforma tributária começa a ser debatida na CCJ nesta semana. Este é outro assunto importante e que vai mobilizar as atenções no senado.

 


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