Petrobras confirma encerramento das negociações para venda da UFN III

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ANTÔNIO CRISPIM – TRÊS LAGOAS
No sábado, durante o programa Sem Limites na Cidade, na Rádio Cidade FM, de Três Lagoas, Cláudio César antecipou o fim das negociações entre a Petrobras e o Acron Group, da Rússia, envolvendo a UFN III (Unidade de Fertilizantes Nitrogenados). Nesta terça-feira (26), a Petrobras emitiu nota oficial comunicado o fim das negociações. No entanto, a estatal não revelou os motivos que frustraram a venda da unidade. Pessoas ouvidas pela reportagem, mas que preferem ficar no anonimato, admitem que o principal motivo é a crise da Bolívia.
Na semana passada, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Jaime Verruck, admitiu que o atraso ficou evidente com a renúncia de Morales. “Esta questão da Bolívia atrasa o cronograma de fechamento dos contratos entre a Petrobrás e Acron. Isso é evidente”, disse.
Nesta terça-feira, a Petrobras divulgou nota oficial sobre o assunto. “A Petrobras informa que, em relação à venda de 100% de sua participação acionária na Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) e da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), foram encerradas as negociações em curso com a Acron Group, sem a efetivação do negócio. Não obstante, a Petrobras informa que permanece com seu posicionamento estratégico de sair integralmente dos negócios de fertilizantes, visando à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia”.
O anúncio feito pela Petrobras gerou apreensão em Três Lagoas. Desde dezembro de 2014, quando as obras da UN III foram paralisadas, a população e autoridades esperam a retomada. Com a decisão da Petrobras de vender a unidade e a disposição da Acron em, comprar, a retomada ficou mais próxima. No entanto, a Acron buscou parceria com a estatal boliviana YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos).

Além de ampliar a compra de gás, o acordo previa a criação de empresa (joint venture) para comercialização de ureia Brasil. A estatal boliviana poderia até mesmo ampliar sua participação no gasoduto Brasil-Bolívia. O acordo entre a Acron e a YPFB tinha o aval de Evo Morales. Com a renúncia de Morales e outro grupo ascendendo ao poder na Bolívia, a Acron pode ter achado mais prudente não concluir o negócio.

EMPENHO
Desde que o grupo Acron manifestou interesse na unidade, o governador Reinaldo Azambuja, a senadora Simone Tebet, o deputado estadual Eduardo Rocha e o prefeito Angelo Guerreiro trabalhavam para viabilizar o negócio que resultaria na retomada das obras. Porém, uma crise política em outro país atingiu Três Lagoas.

 


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