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Mulheres dominam o serviço público municipal

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ANTÔNIO CRISPIM – ARAÇATUBA

No Brasil há mais mulheres do que homens. De acordo com dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) 2018, o número de mulheres no Brasil é superior ao de homens. A população brasileira é composta por 48,3% de homens e 51,7% de mulheres. No entanto, na política a representatividade não é configurada. Já no serviço público municipal, as mulheres mandam e se aproximam de 70% do total de servidores (ras). Levantamento feito pela reportagem de O LIBERAL REGIONAL em várias cidades da região, a situação é a mesma. As mulheres são maioria. Há outros setores da economia onde a presença feminina também é marcante. Na Santa Casa, a maioria é feminina e no comércio não é diferente. No Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, elas mostram que estão assumindo posições.
De acordo com levantamento feito na Prefeitura de Araçatuba, são 3.889 funcionários na ativa (servidores, comissionados, estagiários e outros). Deste total, 2.570 são mulheres. Isso representa pouco mais de 66%. Já em Birigui são 3.418 servidores ativos, sendo 2.264 do sexo masculino, o que equivale 66,23%. Em Três Lagoas o percentual é mais elevado. Dos atuais 4.062 servidores ativos da Prefeitura, 2.855 são do sexo feminino. Isso representa pouco mais der 70%. A reportagem fez a mesma pergunta a outras prefeituras, mas não recebeu as respostas.
“As mulheres já são especiais só por serem mulheres, além disso, ter uma servidora a frente de uma equipe ou outras funções é um sinal de que muita coisa será feita com um olhar diferenciado e materno, com excelência e cuidado. Feliz Dia Internacional das Mulheres a todas as servidoras e mulheres três-lagoenses. O dia 8 de março é um marco, mas vocês devem ser reconhecidas todos os dias”, comentou o prefeito Angelo Guerreiro, de Três Lagoas.

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NA FRENTE – Em Três Lagoas, mulheres representam mais de 70% do quadro de servidores municipais

 

Maioria no serviço público e minoria nos cargos eletivos

Como mostram os números, as mulheres são maioria como servidoras municipais. Porém, quanto o assunto é participação política, os números são desastrosos. Nem mesmo a legislação que determina corta por gênero exatamente para obrigar os partidos a lançarem candidatas, consegue mudar o quadro.
Em quatro cidades consultadas pela reportagem, é baixa a representatividade feminina na Câmara. Birigui, com 17 cadeiras no legislativo municipal e Andradina com 15, têm apenas uma vereadora. Já Araçatuba, com 15 cadeiras e Três Lagoas, com 17, têm duas mulheres no legislativo, Em 2016 Três Lagoas elegeu três mulheres, mas uma foi cassada.

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NA PAUTA – Presidente da CCJ, Simone Tebet é de Três Lagoas e incluiu na lista projetos da pauta feminina
Na Câmara dos Deputados a situação é um pouco melhor, mas não muda tanto. Em, 2014 foram eleitas 51 deputadas federais. Já em 2018 foram eleitas 77, o que representa aumento de 51%. Como a Câmara Federal tem 513 deputados, a bancada feminina, com 77 integrantes, representa apenas 15% do total. No senado, dos 54 eleitos em 2018, foram 47 homens e sete mulheres. Hoje, dos 81 vagas do Senado, apenas 12 são ocupadas por mulheres, o que representa 14,81%. Nas assembleias legislativas a situação se repete. A maior participação feminina é na Assembleia do Amapá. Das 24 vagas, oito são ocupadas por mulheres. No outro extremo, em 2018 Mato Grosso do Sul não elegeu nenhuma deputada estadual.
De acordo com a Agência Senado, representantes de vários segmentos ligados à participação feminina na política debateram na quinta-feira (5) os tipos de violência e as principais restrições que afastam as mulheres do exercício da política. A audiência pública da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher (CMCVM) foi presidida pela senadora Zenaide Maia (Pros-RN), que defendeu maior presença feminina no Executivo e no Legislativo como forma de reduzir a desigualdade social, de garantir direitos trabalhistas e de levar para a educação básica a realidade de que todos, homens e mulheres, são iguais.
“A pauta feminina será a prioridade da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no mês de março, quando se celebra o Dia Internacional da Mulher. A presidente do colegiado, senadora Simone Tebet (MDB-MS), incluiu na lista de votação 11 projetos de lei que vão do combate à violência ao fortalecimento do protagonismo da mulher na política. A próxima reunião da CCJ está marcada para quarta-feira (11)”, informou a Agência Senado.


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