O ano de 2025 se tornou um marco para o iGaming brasileiro em função da regulamentação do setor. Contudo, 2026 tem tudo para alavancar ainda mais os números do mercado nacional devido a disputa do principal evento esportivo do planeta: a Copa do Mundo Fifa.
O Chief Financial Officer (CFO) da Cactus Gaming, Thiago Garrides, analisou esse cenário. Ele salientou que agora há mais controle e transparência por causa das licenças repassadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
Ele também avaliou como essa transição para um mercado regulado impactou jogadores, operadores e o governo. “Para o jogador, isso significa mais segurança. Para o operador, significa um ambiente estável para investir e inovar”, salientou.
Thiago Garrides acrescentou: “E para o governo, um novo vetor de arrecadação, estimado em cerca de R$ 10 bilhões por ano. Ou seja: todos ganham quando o mercado é regulado”.
O que podemos esperar do iGaming brasileiro em 2026?
O CFO da Cactus iGaming frisou que o próximo ano deve ajudar a consolidar o país como um dos principais hubs mundiais de iGaming. Hoje, o Brasil já ocupa a quinta colocação no ranking mundial de apostas, porém, pode ganhar posições em breve.
“A tendência é de crescimento sustentável, com operadores mais profissionais e consumidores mais conscientes”, destacou, mas fazendo um alerta relevante: “o futuro das apostas no Brasil é promissor, mas passa por uma palavra-chave: responsabilidade”.
O apostador e o jogo responsável
Como citado inicialmente, a Copa do Mundo deve incentivar ainda mais brasileiros a darem seus palpites em jogos de diferentes seleções, considerando que esse Mundial terá mais duelos, equipes participantes e estreantes. A boa notícia é que o comportamento do apostador brasileiro está cada vez mais responsável.
Garrides informou que atualmente 12% da população adulta aposta ativamente, e o público feminino já representa quase 30% desse universo. Já a faixa etária mais atuante vai dos 18 anos aos 39 anos, se destacando como altamente conectada e com apostas de baixo valor: “cerca de R$ 50 por mês em média”, mencionou.
Há um perfil que vê a aposta como entretenimento e busca transparência e velocidade nas plataformas. “É um público exigente, que valoriza a segurança e a experiência digital — o que tem impulsionado a modernização tecnológica de todo o setor”, finalizou.

