PONTO DE VISTA

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O Bê a Bá do Bitcoin

Rodrigo Andolfato

Durante os últimos dias pudemos acompanhar a grande “max valorização” do Bitcoin. Muita gente querendo se mostrar especialista no assunto trouxe a baila tudo quanto foi tese para abonar tal “cripto moeda”, ou mesmo imputar a um modismo que se traduziria numa bolha.
Fato é que antes de entrarmos de fato no Bê a Bá do Bitcoin, é necessário primeiramente definirmos alguns pontos relevantes neste artigo. Primeiro que o Bitcoin é tão moeda no Brasil quanto é o Dólar. Explico-me. O Brasil adota em seu território a moeda de curso forçado. Ou seja, só podemos negociar legalmente em Reais Brasileiros aqui dentro do país. Não podemos ir no bar da esquina e comprar um refrigerante em dólares. Deste modo então, o dólar e o Bitcoin, dentro do Brasil não podem ser considerados moedas de fato e uso. Chamamos o Dólar de moeda, pois sabemos que está o é dentro de seu país de origem, o qual também adota o sistema de “curso forçado”.
Para nós brazucas, o Dólar e o Bitcoin são dois ativos que podemos adquirir tanto legalmente em casas de câmbio, como ilegalmente em transações não declaradas a receita federal. Ou seja, compramos por alguma razão estes ativos na esperança que o nosso dinheiro brasileiro se desvalorize frente a eles. Entretanto, se comprarmos legalmente estas moedas iremos pagar impostos sobre lucros auferidos em reais na hora da venda. Se comprarmos, tanto o Dólar quanto o Bitcoin, ponto a ponto, e ambos não declararem tal movimentação, a receita não conseguirá encontrar tal “legitima defesa” frente a espoliação que é a cobrança de impostos, ou seja, o roubo.
Mas tudo isto, para dizer que, é muito injusto a receita federal querer cobrar impostos sobre ganhos auferidos por uma valorização de outros ativos justamente pela desvalorização de sua moeda local. Não é que o Dólar e o Bitcoin se valorizam. É o real “brazuca” que se desvaloriza frente aos ativos, uma vez que inflação é algo diretamente ligado ao aumento da base monetária de forma deliberada. Ou seja, o governo imprime dinheiro para se financiar. Este dinheiro perde valor roubando todo mundo com a inflação. E quem se protege comprando moedas mais estáveis ainda é perseguido pelo estado, o qual tentará roubar o valor do cidadão que foi comedido e poupador.
Mas dito tudo isso, fui atrás de um amigo que opera com o Bitcoin, ponto a ponto, mano a mano, ou P2P, como eles dizem, o meu amigo Julianus T., o Parvus. De forma que diretamente fui e perguntei. “Qual deve ser meu primeiro passo para ter o Bitcoin e não papéis em Bitcoin? Seria ter uma ‘carteira’?” – Parvus responde: “Correto! O primeiro passo é fazer o download de uma carteira (um aplicativo) e gerar o seu primeiro endereço. Existem inúmeras carteiras para PC, Celular, Hardware, papel ou Online (está última muito insegura). Após instalar a carteira você vai criar seu endereço Bitcoin (como se fosse o seu número de conta corrente). Após isso você já está apto a receber Bitcoin e quando tiver saldo, enviar. Para iPhones e Celulares com sistema Android as melhores na minha opinião são: Coinomi, Edge e BRD. Para computadores recomendo a Electrum. As carteiras em Hardware (parecem um pendrive) recomendo a Ledger e a Trezor” – Rodrigo: “Como são dadas as operações no mano a mano? Como eu compro de alguém diretamente? Eu mando o dinheiro em reais na frente? Devo comprar só de gente conhecida?” – Parvus responde: “Para se iniciar no mundo da moeda digital não tendo nenhum conhecido que já possua a moeda, você tem que utilizar sites de anúncios de compra e venda. Um dos mais famosos é o LocalBitcoins https://localbitcoins.com. Nessa modalidade você se interessa pelo anuncio de quem está vendendo e a partir daí verifica a reputação que esse vendedor tem perante os usuários (o “rate” do vendedor), quantas negociações ele já fez, as recomendações, tempo de resposta, etc. Clicando em comprar o vendedor irá passar os dados de como ele irá receber seu dinheiro e você irá passar para ele o endereço da sua carteira de Bitcoin. Simples assim.” – Rodrigo: “Mas pode acontecer de você fazer um pagamento e não receber os Bitcoin comprados?” – Parvus responde: “Sim, pode. Pela ideia da descentralização da rede não existe uma entidade mediadora, a rede em si é como um Mercado Livre a moda antiga (antes do Mercado Livre ter o sistema de liberação do pagamento somente após o comprador receber o produto) ou um OLX, as negociações são diretas. Eu recomendo estudar com cautela de quem comprar, verificar todos os sinais acima e sobretudo duvidar de ofertas boas demais. Mas nem por isso você deve ter medo, na duvida, compre pouco.” – Rodrigo: “Posso dizer que o seguro é comprar pouco a pouco todo dia ao invés de todo o valor do mês de uma vez?” – Parvus responde: “É isso que eu faço”.
Desta feita, fica a dica. Uma das saídas para se proteger das desvalorizações da moeda promovidas pelo governo para te roubar é investir em Bitcoins.

Rodrigo Andolfato é empresário da Construção Civil, membro do ilan – Instituto Liberal da Alta Noroeste


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