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quarta-feira, agosto 17, 2022

Polícia Civil investiga possíveis crimes cometidos no concurso da Prefeitura

O concurso 001/2014 da Prefeitura de Castilho está longe de cair no esquecimento. Na quarta-feira, o juiz Rodrigo Ferreira Rocha, da Comarca de Andradina, julgou parcialmente procedente ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual. Na decisão, o juiz determinou o cancelamento do concurso nos cargos de motorista, agente de zoonoses e técnico de radiologia. Com isso, os aprovados e nomeados devem ser exonerados. No entanto, a situação não para com o cancelamento. A decisão do juiz foi na área civil. Há vários meses a Polícia Civil de Castilho instaurou inquérito policial para apurar ocorrência de possíveis crimes no concurso. O inquérito ainda não foi concluído.
“Assim, obviamente que se deve determinar o afastamento dos candidatos aprovados e que constam na documentação descoberta pela Polícia Civil, eis que tomado por evidente terem se beneficiado de alguma indicação em detrimentos dos demais interessados na aprovação no concurso”, cita o juiz. As relações foram encontradas durante diligências feitas pela polícia em escritório da empresa responsável pelo concurso. De acordo com a sentença, “foram encontrados gabaritos
em branco e anotações, evidenciando escritos com indicações de certas pessoas a cargos previamente escolhidos, contando por vezes até mesmo com a posição delas na ordem classificatória”.
APURAÇÃO DE CRIME
Devido às evidências encontradas pela polícia e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), órgão do Ministério Público Estadual, foi instaurado de inquérito policial em Castilho. Aproximadamente 100 pessoas estão envolvidas. O delegado Carlos Sérgio Falsiroli, que preside o inquérito, disse que muitas pessoas já foram ouvidas, mas há casos em que a oitiva é feita por carta precatória. Por isso o inquérito ainda não foi relatado.
Nesta fase do inquérito a polícia apura se foi cometido algum crime, como falsificação de documento, corrupção ativa e passiva, formação de quadrilha e outros. Ao relatar o inquérito, o delegado detalha a participação de cada um e os possíveis crimes cometidos. O promotor analisa os documentos e provas colhidas, podendo oferecer ou não a denúncia. No caso de denúncia e o juiz acatar, os envolvidos tornam-se réus.
Conforme foi apurado pela reportagem, não há prazo para terminar o inquérito.

ANTÔNIO CRISPIM
Castilho

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