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Araçatuba
terça-feira, agosto 9, 2022

Polícia Civil concluiu inquérito e indicia jovens por morte de advogado

A Polícia Civil de Araçatuba concluiu o inquérito sobre o assassinato do advogado Ronaldo César Capelari, 53, ocorrido no último dia 14 de janeiro na cidade. A partir de agora, o Ministério Público pode oferecer ou não a denúncia à Justiça.

Conforme apurado pela reportagem, a jovem Laís Lorena Crepaldi, de 20 anos, e o namorado dela, Jonathan Andrade de Nascimento, de 21, foram indiciados por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver.

A polícia deixou de fazer a reconstituição, já que os suspeitos não quiseram participar e a casa onde o crime ocorreu já foi alugada para outros moradores. Com isso, os investigadores encerraram a apuração com o resultado de laudos necroscópicos e a confissão da dupla.

Antes de confessar tudo, a jovem chegou a mentir na primeira versão e envolveu outros três rapazes, que chegaram a ser presos. Eles foram liberados horas depois, pois a indiciada desmentiu a acusação e envolveu o próprio namorado.

CRIME

A vítima saiu da casa onde morava na noite do último dia 13 de janeiro e disse que iria para a aula de natação em uma academia. Horas se passaram, mas Ronaldo não tinha dado mais notícias, o que preocupou amigos e familiares dele.
Cerca de 12 horas depois, a caminhonete Chevrolet/S-10 foi localizada abandonada em uma estrada de terra na zona rural, entre Araçatuba e Birigui. Em um primeiro momento, as equipes da polícia localizaram marcas de sangue no interior do veículo.
Durante a noite do mesmo dia, o corpo do advogado foi localizado esquartejado, dentro de sacolas pretas, na residência de Laís, no bairro Água Branca, zona leste de Araçatuba. A partir de então, os investigadores tentaram encontrar a moradora da casa para prestar esclarecimentos.
No dia seguinte, a jovem se apresentou espontaneamente na delegacia. Em depoimento, ela disse que não estava no local no momento do crime, já que deixava o imóvel aberto. Essa versão não convenceu os policiais. Horas depois, a indiciada mudou a versão e confessou o crime. Ela contou que mantinha uma relação muito próxima com o advogado e o atraiu até a residência para roubá-lo com a ajuda de mais três rapazes. A situação teria saído do controle e eles decidiram assassinar a vítima. O trio chegou a ser preso.
Mas, Laís mentiu no depoimento e depois revelou que o trio não teria feito nada. Ela indicou o namorado, Jonathan, como aquele que anunciou o assalto, matou Ronaldo e esquartejou o corpo, já que não tinha forças para colocá-lo na carroceria da caminhonete. Com a mudança, os outros três rapazes foram liberados.

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