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    Home»Cidades»Araçatuba»Fiscalização aponta estrutura e atendimento precários em UBSs, hospitais e prontos-socorros
    Araçatuba

    Fiscalização aponta estrutura e atendimento precários em UBSs, hospitais e prontos-socorros

    By jornalistacrispim30 de junho de 2019Nenhum comentário4 Mins Read
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    ARNON GOMES – ARAÇATUBA

    Um serviço que funciona 24 horas, mas sem atendente em todos os horários, principalmente das 7h às 8h e durante o almoço. Quando chega nesses períodos, o paciente chega a levar uma hora para ser atendido. Isso, após ter de esperar o atendimento em uma sala pequena, com pouca ventilação. Por dentro da unidade, a prova documental da falta de controle de frequência dos médicos: o livro de registro estava, simplesmente, em branco. Por fim, a falta de segurança em um serviço com demanda regional: não há AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros).
    Esta é a realidade existente no Hospital Beneficente Padre Bernardo, em Bilac, que, há pouco mais de dois anos, chegou a estar ameaçado de fechar em meio a uma greve de médicos. Na última semana, o local foi alvo de fiscalização surpresa do TCE-SP (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) em todo o Estado. Conforme O LIBERAL REGIONAL noticiou na terça-feira passada, foram vistoriadas 300 unidades de saúde no Interior, litoral e capital. O cenário descrito em Bilac revela um tipo de problema recorrente não só em hospitais, mas também em prontos-socorros e UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de toda região: a estrutura e o atendimento precários.
    Problemas como esses foram observador por técnicos do tribunal em um serviço considerado moderno: o Pronto-Socorro Municipal Dr. Alceu Lot, em Birigui. Os fiscais apuraram falta de atendimento preferencial organizado. Enquanto estiveram por lá, agentes do TCE chegaram a observar pessoas idosas aguardando na fila de recepção na mesma condição dos demais. E pior: nos momentos em que o fluxo é maior. Os fiscais constataram ainda ausência na distribuição de senha, quando a procura é mais intensa e filas se formam em volta do balcão montado na recepção. Há também equipamentos médicos que retornaram da manutenção e não foram reinstalados.
    PENÁPOLIS
    Um cenário parecido é relatado na Unidade de Saúde Macro IV, em Penápolis. Foram vistos banheiros sem qualquer meio de acessibilidade e cadeiras com estofados rasgados. No caso dessa unidade, os problemas vão além. Pacientes não agendados relatam que chegam a esperar 120 minutos.
    Não há farmacêutico, o que, aliás, já motivou a aplicadas pelo CRF-SP (Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo). Geladeira de vacina está sem uso há mais de cinco anos, pois a unidade não dispõe de sala de vacina. Improvisado, o atendimento de balcão é feito por agentes comunitários de saúde, com apoio de estagiários. Com apenas duas equipes, o programa ESF (Estratégia Saúde da Família) não cobre toda a área da unidade.
    SEM FALHAS
    Na maior cidade da região, o único serviço vistoriado, o pronto-socorro municipal, não teve relatos de problemas. A única pendência ali existente é do AVCB. Segundo a Prefeitura, o documento está vencido, mas já foram tomadas providências para sua renovação.

    Problemas se repetem em cidades de pequeno porte

    Oferecer condições adequadas de atendimento a quem depende da saúde pública é também um desafio em cidades menores. No Hospital Padre João W. Braen, em Alto Alegre, por exemplo, a fiscalização do TCE constatou que a recepção é praticamente imediata a quem chega, tendo em vista o baixo fluxo de pessoas. Porém, assim como em Penápolis, faltam banheiros adequados para utilização por pessoas com necessidades especiais.
    Em Promissão, imagens do Hospital Municipal Miguel Martin Gualda, anexadas ao relatório, revelam a estrutura deficitária do vestiário da cozinha; do teto do refeitório, que tem infiltrações; e da sala da nutricionista, com deteriorações na parede e no teto. Mas o problema maior é a defasagem do quadro médico, diante da falta de reposição. Somente para as especialidades básicas (clinica medica, ginecológica e pediatra, cirurgia geral), há atendimento em todos os dias da semana. Outras especialidades têm carga horária reduzida. A ortopedia encontrava-se em plantão a distância, fora da carga horária (segunda, quarta e quinta).
    E mais: falta de controle de estoque de medicamentos e o aparelho de ultrassom aguarda manutenção.
    Conforme o Tribunal de Contas, os dados segmentados e regionalizados obtidos durante a fiscalização serão encaminhados aos conselheiros relatores de processos ligados às entidades fiscalizadas.

    a3 promissão

     

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