DIEGO FERNANDES – LINS
O município de Lins passou, nesta semana, a funcionar suas atividades comerciais nos modos da fase vermelha do Plano São Paulo de flexibilização. Na última semana, a região de Bauru, onde Lins está inserida, regrediu para a fase mais restritiva do Plano, após as UTIs para atendimento de pacientes com sintomas ou confirmação de covid-19 da região atingirem a marca de 84% de ocupação.
De acordo com informações apuradas pela reportagem, a maior parte dos comerciantes está cumprindo as novas determinações no município desde a última segunda-feira.
Imagens obtidas pelo jornal O LIBERAL REGIONAL mostram que o movimento do calçadão em Lins caiu consideravelmente em relação à última semana, quando ainda vigorava a fase laranja no município. As principais lojas do local mantém suas portas fechadas e anunciam suas vendas através de telefone ou redes sociais.
Alguns estabelecimentos que permanecem abertos são considerados essenciais, como por exemplo lojas de assistência técnica e recarga para celular. Já as grandes lojas de rede estão com suas portas fechadas e sem atendimento presencial ao público.
Apesar do cumprimento, movimentos políticos ligados ao comércio não estão satisfeitos com a atual situação. Em alguns locais do centro de Lins é possível ver cartazes pedindo a volta ao trabalho e a abertura das lojas.
De acordo com decreto publicado na última segunda-feira pelo prefeito João Pandolfi (PP), os serviços que são autorizados a funcionar em Lins são supermercados, açougues, padarias, quitandas e casas de ração animal. Além disso, serviços como oficinas mecânicas, postos de combustível, revenda de gases, transportadoras, hotéis, salões de beleza, academias, agências bancárias, casas lotéricas, dentre outras, estão autorizados a funcionar, com operação máxima de 40% da capacidade do local.
Já o comércio em geral, bem como bares, restaurantes, lanchonetes, food trucks e trailers de lanche em geral, só podem atender no modo delivery, entrega no local ou drive-thru.
Segundo texto do decreto, está proibida a realização de festas e eventos, além de atividades culturais e outras que possam gerar aglomeração de pessoas. O decreto é válido até o dia 7 de fevereiro de 2021. (Colaborou Renata Giaretta)


