BAIXO - A jusante de Nova Avanhandava, o rio está muito baixo, o que gera preocupação

Baixo nível dos reservatórios expõem os riscos para geração de energia e outras atividades

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ANTONIO CRISPIM

Com várias usinas hidrelétricas, rios e reservatórios na região, a crise hídrica gera apreensão em vários municípios. A reportagem de O LIBERAL REGIONAL percorreu regiões abrangidas pelos reservatórios de Três Irmãos, Nova Avanhandava e Promissão (Rio Tietê) e de Ilha Solteira (Rio Paraná). O quadro é preocupante. A hidrovia já esta comprometida e opera muito abaixo de sua capacidade, usando a “onda de vazão”. Segundo Luízio Rizzo Rocha, presidente do Sindicato dos Armadores de Navegação Fluvial de São Paulo (Sindasp) e vice-presidente da Federação Nacional das Empresas de Navegação Aquaviária (Fenavega), a hidrovia vai parar no fim de agosto.

De acordo com documento ao qual a reportagem teve acesso, no sábado (24), o nível dos reservatórios de Ilha Solteira e Três Irmãos chegou a 325 metros. No período de 7 a 13 de agosto, pode chegar a 324,80, no período de 14 a 20 de agosto a 324,60 e no período de 21 a 27 de agosto, a 324,40. Luizio Rocha disse que nesse nível não dá para navegar.

Para especialistas, a não execução das obras de derrocamento a jusante de Nova Avanhandava compromete a navegação. A obra, orçada em R$ 3009 milhões, foi iniciada em 2017, mas parou em 2019. O Departamento Hidroviário, subordinado à Secretaria de Logística e Transporte de São Paulo, afirma que depende dos recursos do governo federal. O Minitério de Infraestrutura confirma que a obra será concluída em 2024, mas não fala quando será retomada e a fonte dos recursos.

 

QUADRO PREOCUPANTE

Em diversos pontos dos reservatórios a reportagem constatou o recuo do nível da água. Isso causa apreensão, porque além de gerar energia, os rios servem também para outras atividades, como irrigação, piscicultura e até mesmo abastecimento humano, como é o caso de Araçatuba. Com o recuo das águas, alguns serviços podem ser comprometidos, a exemplo do que já acontece com a hidrovia.

 

Não há risco de racionamento de energia em 2021, diz MME

Mesmo com a crise hídrica enfrentada pelo Brasil este ano – o país passa pelo pior nível de chuvas dos últimos 91 anos – não há indicação de falta de recursos para o atendimento da carga de energia do país em 2021. A informação foi dada pelo secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia (MME), Christiano Vieira da Silva.

Silva disse que a região Sudeste, responsável por 70% da capacidade de armazenamento do Brasil, está com apenas 26% de sua capacidade. Acrescentou que a bacia mais atingida é a do Rio Paraná e seus afluentes, como o Tietê e o Paranaíba.

 

Por conta desse cenário o secretário explicou, que, desde outubro de 2020, o Organizador Nacional do Sistema (ONS) já vinha recomendando a complementação de energia por meio do acionamento das usinas termelétricas. “E nós estamos despachando energia termelétrica desde então”, disse. Além desta medida o governo também vem adotando outras como a importação de energia de países vizinhos, facilitação da oferta por parte de usinas sem contrato, e geração excedente de usinas à biomassa. Segundo Silva, o objetivo é chegar em novembro – fim do período de seca – em condições adequadas. Até lá, as termelétricas deverão continuar sendo utilizadas.

O secretário de Energia falou sobre as atitudes que o brasileiro pode tomar para ajudar na economia de energia elétrica como desligar a luz dos cômodos que não estão sendo utilizados, fechar a porta do cômodo que utiliza ar-condicionado ou aquecedor, evitar abrir a geladeira desnecessariamente. “São pequenos gestos, dentro de casa mesmo, que o consumidor pode fazer e que não vai atrapalhar em nada a rotina dele”, diz. (Claudia Felczak/Agência Brasil)

 

BAIXO – A jusante de Nova Avanhandava, o rio está muito baixo, o que gera preocupação
TERRA – O lago da Usina de Promissão, que banha vários município, recuou o mostra porções de terra
MARCAS – As marcas nas margens mostra que o Lago de Ilha Solteira já recuou aproximadamente 50 metros

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