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    Home»Cidades»Lembranças da antiga casa de Alice
    Cidades

    Lembranças da antiga casa de Alice

    By jornalistacrispim2 de dezembro de 2020Nenhum comentário4 Mins Read
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    LEMBRANÇAS - Alice conta que sala de reuniões da academia era, no passado, o quarto onde ouvia histórias de sua mãe
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    ARNON GOMES – ARAÇATUBA

    Nas noites de sono, o barulho do trem que passava em frente à residência. Janelas e portas tremiam. De tão acostumada, para uma certa família Barbosa, de Araçatuba, o som não incomodava. Era como se fosse uma “música suave”, conta uma das moradoras, Alice Mara Barbosa da Silva. A família se acostumou tanto com o local que viveu lá durante 23 anos.

    Havia uma razão muito especial para aquele contato quase umbilical do imóvel localizado na rua Anita Garibaldi com os trilhos da antiga estrada de ferro NOB (Noroeste do Brasil). Sr. Manoel Alves Barbosa, pai de Alice, era ferroviário. Mais conhecido como “Mané Seteba”, ele e sua família deixaram a moradia em 1979. Foi quando se aposentou após 45 anos de trabalho. Alice só não imaginava que, depois de muito tempo, aquela mesma casa, ainda encravada na região central de Araçatuba e cercada de árvores, teria outro significado em sua vida.

    Na antiga casa de Alice, hoje, funciona a Academia Araçatubense de Letras, instituição que, há 28 anos, trabalha na difusão da literatura no município. Hoje aposentada, após uma carreira como funcionária pública federal do Ministério da Saúde no cargo de administradora, a filha do antigo ferroviário integra o Grupo Experimental da academia, time de escritores que produz contos, crônicas e poesias, mas não faz parte daqueles que são os acadêmicos.

    Se, no passado, o “piuííí” do transporte ferroviário lhe dava a sensação de que, logo, estaria viajando, com a atuação na academia, a viagem no tempo passou a ser constante em sua vida.

    “A primeira vez que entrei na academia foi muito emocionante para mim. A sala onde o Grupo Experimental se reúne era o quarto de costuras de minha mãe. Ali eu ficava, criança, com ela costurando, ouvindo novelas de rádio, escutando-a cantar, contar histórias da sua infância”, relembra. “Espero que essa casa nunca seja demolida”, afirma.

    O envolvimento com a literatura tinha uma razão muito especial na vida de Alice. Quando criança, gostava de escrever. Na escola, diz ela, suas melhores notas eram de Português. Estando no GE, já teve a oportunidade participar coletânea de textos em livro.

    LIÇÕES

    Já falecido, Mané Seteba deixou, para a família e a quem frequentava sua casa, um legado de humanidade. “Minha infância ali foi maravilhosa. Meu pai e minha mãe acolheram muitas pessoas em dificuldades, que moraram conosco: parentes, amigos… Os ferroviários que moravam lá, nossos vizinhos, eram todos amigos, parecíamos uma grande família”, conta.

    Mané Seteba e sua esposa, Alcina de Sousa Barbosa, também já falecida, não eram nascidos em Araçatuba. O pai veio para a cidade ainda criança e a mãe, quando já estava moça. Mas, segundo Alice, aprenderam a amar esta terra, razão pela qual não mediram esforços em praticar a solidariedade. “Ajudaram muita gente, não podiam ver ninguém passando necessidades. Acolhiam, e nada nos faltou pela vida afora. Deixaram um belo exemplo por onde passaram”, diz ela. O casal teve duas filhas. Além de Alice, Maria José de Campos Nimia.

    LEGADO

    Hoje, pelo centro de Araçatuba, o legado do tempo da ferrovia é perceptível. Além da Academia Araçatubense de Letras, as antigas casas de ferroviários deram lugar a museus, serviços públicos e até mesmo repartição do Judiciário. Em frente à antiga estação, alguns dos ícones do desenvolvimento: a Avenida dos Araçás, que em 2021, completará 25 anos, e uma grande loja de departamentos.

    “A ferrovia foi, sim, muito importante para a cidade. O desenvolvimento começou por ali, era um meio de transporte forte, que deveria ter sido modernizado, implementado”, finaliza Alice.

    História – Imóvel onde funciona a Academia Araçatubense de Letras, no passado, também serviu para acolher pessoas que passavam por dificuldades
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