Da Redação – Gabriel Monteiro
O IPS Brasil divulgou, na quarta-feira (20), a edição 2026 do Índice de Progresso Social, que avalia os 5.570 municípios brasileiros com base em 57 indicadores sociais e ambientais. O relatório mostra que a qualidade de vida no país segue marcada por desigualdades persistentes, com diferenças relevantes entre regiões e municípios.
Pelo terceiro ano consecutivo, o pequeno município de Gavião Peixoto (SP), localizado no interior de São Paulo, recebeu a melhor classificação do Brasil, com nota 73,10 em uma escala que vai de 0 a 100.
A cidade da região melhor classificada foi Gabriel Monteiro, que aparece na 7ª colocação, com 71,16 pontos, sendo a 5ª colocado no estado de São Paulo.
Araçatuba aparece na 76ª posição no país e 46ª em São Paulo com 69,21; Birigui aparece em 404º lugar no país e 234º lugar em São Paulo com 66,69; Andradina está na posição 186 no país e 118 em São Paulo com 67.98; e Penápolis está na posição 928 no país e 426 no estado com 64,85.
Entre as capitais, Curitiba (PR) lidera o ranking nacional, seguida por Brasília (DF), São Paulo (SP), Campo Grande (MS) e Belo Horizonte (MG).
O Progresso Social é definido como a capacidade da sociedade de atender às necessidades humanas básicas, garantir qualidade de vida e ampliar oportunidades para que todos os indivíduos possam atingir seu potencial.
Para calcular o índice, o IPS leva em consideração 57 indicadores sociais ou ambientais, com foco em resultados, uso de dados públicos confiáveis, atualizados e com ampla cobertura territorial.
“Ou seja, o IPS mede resultados e não volume de investimentos, ou riquezas, nos interessa saber se os serviços públicos estão, de fato”, sendo entregues aos cidadãos”, afirma Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.
Entre os 20 melhores resultados, há forte predominância de cidades do Sudeste, especialmente do estado de São Paulo, com destaque para Gavião Peixoto (SP), que lidera o ranking nacional, seguido por municípios como Jundiaí (SP), Osvaldo Cruz (SP) e Pompéia (SP). Também aparecem cidades do Sul e Sudeste, como Curitiba (PR), Nova Lima (MG) e Maringá (PR), indicando maior concentração de altos níveis de progresso social nessas regiões.
Na outra ponta, os 20 municípios com piores desempenhos concentram-se majoritariamente na região Norte, especialmente no estado do Pará, além de municípios de Roraima, Acre, Tocantins e Maranhão. Uiramutã (RR) ocupa a última posição do ranking, seguido por cidades como Jacareacanga (PA) e Alto Alegre (RR).
Capitais
O ranking das capitais no IPS Brasil 2026 mostra diferenças relevantes nos níveis de qualidade de vida entre grandes centros urbanos do país. Curitiba (PR) lidera com 71,29 pontos, seguida por Brasília (DF), com 70,73, e São Paulo (SP), com 70,64. Na sequência aparecem Campo Grande (MS), com 69,77, e Belo Horizonte (MG), com 69,66.
Na faixa intermediária, capitais como Rio de Janeiro (RJ) registram 67,00 pontos, Porto Alegre (RS) 66,94 e Natal (RN) 66,82. Já entre os menores resultados estão Salvador (BA), com 62,18, Maceió (AL), com 61,96, Macapá (AP), com 59,65, e Porto Velho (RO), com 58,59.
A diferença entre a capital mais bem colocada e a última ultrapassa 12 pontos, evidenciando a variação nos níveis de progresso social entre as capitais brasileiras.
“Apesar do bom desempenho das capitais, todas apresentam sérias dificuldades no componente de inclusão social, com altos índices de violência contra minorias, famílias em situação de rua e baixa paridade de gênero e raça nas câmaras municipais”,afirmou Melissa Wilm.
Estados
O IPS também avalia o desempenho médio dos estados brasileiros. Distrito Federal, São Paulo e Santa Catarina foram os mais bem colocados. Na outra ponta, Pará, Maranhão e Acre.
No ranking dos estados do IPS Brasil 2026, o Distrito Federal (1º), São Paulo (2º) e Santa Catarina (3º) apresentam as melhores pontuações, destacando-se no mapa com os níveis mais elevados de progresso social.
Na outra ponta, os menores desempenhos concentram-se nas regiões Norte e Nordeste, com Acre (25º), Maranhão (26º) e Pará (27º) ocupando as últimas posições do ranking.
Considerando as regiões geográficas, o Distrito Federal lidera no Centro-Oeste, São Paulo no Sudeste e Santa Catarina no Sul, enquanto a Paraíba se destaca no Nordeste e Tocantins apresenta o melhor desempenho entre os estados da região Norte.
Geral
O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026 mostra que o país alcançou pontuação média de 63,40, em uma escala de 0 a 100, indicando uma evolução sutil em relação ao ano anterior.
Entre as dimensões do índice, Necessidades Humanas Básicas apresentou o melhor desempenho, com média de 74,58, seguida por Fundamentos do Bem-estar, com 68,81. Já a dimensão Oportunidades registrou o menor resultado, com 46,82, mantendo o padrão observado desde as edições anteriores.
Na análise dos 12 componentes que compõem o índice, Moradia obteve a maior pontuação média (87,95), seguida por Acesso à Informação e Comunicação (79,81), que também apresentou o maior avanço percentual em relação ao ano anterior. Em contrapartida, os piores resultados concentram-se na dimensão de Oportunidades, com destaque para Direitos Individuais (39,14), Acesso à Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22).

