PEDRO CÉSAR ALVES
Quando se vive – ou se quer viver (digo assim por muitos motivos, e um deles é que alguns não querem viver, o que passa a ser algo a ser discutido no mais íntimo de cada ser), temos que aprender que não podemos olhar nem para a direita nem para a esquerda, nem para trás (menos ainda, jamais!), apenas para a frente – sempre para a frente. Colocar os objetivos sempre a certa distância e, pouco a pouco, alcançá-los (ou seja: criar metas).
Parece difícil – pelo menos para muitas pessoas, mas não é impossível (e quando digo ‘que não é impossível’, porque alguns conseguiram; eu consegui, você conseguiu – estamos conseguindo… e passo a passo vamos traçando mais metas a serem alcançadas). Se alguns conseguiram, se eu consegui, se você conseguiu, não é impossível – talvez o que falte é ‘o querer’ – muitos esbarram no querer, no correr atrás – no traças metas (e até mesmo, às vezes, replanejar as metas a serem alcançadas; mudar o curso do caminho). Ou, ainda, a capacidade de raciocinar naquele sentido, na busca daquela meta.
Sabemos, por deveras vezes, que o ser humano não é muito de ‘agarrar’ as coisas – prefere esperar e receber pronto, mas não é assim a vida – e sabemos muito bem disso (e digo com propriedade). Digo assim pelo motivo de a vida nunca me ser fácil, pelo contrário. Sempre tive que correr, por assim dizer, atrás do que sempre quis. E com a realização das ‘corridas’ sempre alcancei justas respostas pelas batalhas travadas.
Muitos recebem pronto – e talvez não deem o valor necessário (sabemos de muitos assim). Eu sempre tive que correr atrás dos meus ‘sonhos’ – não foram caminhos fáceis, porém não foram impossíveis; talvez, se eu não tivesse tentado, não teria o gosto de poder escrever estas linhas. E ter o prazer de escrever estas linhas não tem preço! Muitos vão para o lugar que o vento levar – outros, porém, não aceitam o ‘vento’ e batalham; travam fortes batalhas, mas ‘somos vencedores’.
Saber que dia após dia, luta após luta, batalha após batalha, fui vencendo – e vencendo pelo simples fato de acreditar que há uma Força Maior que rege os nossos sentidos. Para esta Força Maior operar é – antes de tudo – preciso querer que Ela funcione. É olhar para dentro de nós mesmos e buscarmos forças de onde quase não existe – mas ainda tem um ‘grãozinho’ perdido em um cantinho meio escuro esperando ser utilizado – isso mesmo: precisamos buscar sempre forças – e seremos mais que vencedores.
A batalha sempre é grande – e uma após a outra, como se diz a canção ‘Tente outra vez’, Raul Seixas: “Veja / Não diga que a canção está perdida / Tenha fé em Deus, tenha fé na vida / Tente outra vez // Beba (beba) / Pois a água viva ainda tá na fonte (tente outra vez) / Você tem dois pés para cruzar a ponte / Nada acabou, não, não, não // Oh, tente / Levante sua mão sedenta e recomece a andar / Não pense que a cabeça aguenta se você parar / Não, não, não, não, não, não, não // Há uma voz que canta, uma voz que dança / Uma voz que gira (gira) / Bailando no ar (uh) / (Uh-uh) // Queira (queira) / Basta ser sincero e desejar profundo / Você será capaz de sacudir o mundo / Vai, tente outra vez // Tente (tente) / E não diga que a vitória está perdida / Se é de batalhas que se vive a vida / Tente outra vez.” – essa última estrofe mostra-nos que ‘é de batalhas que se vive a vida’, logo: pra que desanimar? Lute! Hoje e sempre!
Prof. Me. Pedro César Alves

