Da Redação – Araçatuba
Um levantamento da Delegacia de Defesa da Mulher de Araçatuba aponta que foram registradas 952 ocorrências de casos de violência contra a mulher entre janeiro e junho de 2026, um acréscimo de 363 denúncias em relação ao mesmo período de 2025, quando 589 casos foram contabilizados.
Os números apontam um crescimento de 61,6% entre os períodos analisados.
Além da alta geral nos relatos de agressão, a DDM registrou um aumento nos casos de tentativa de feminicídio e no descumprimento de medidas protetivas de urgência ao longo do segundo trimestre.
De acordo com a Polícia, o aumento de casos reflete uma preocupação, mas também apontam o crescimento no número de denúncias, já que em muitos casos, este tipo de crime é negligenciado pela própria vítima.
Cabine Lilás
Desde novembro do ano passado, a região de Araçatuba conta com o reforço da Cabine Lilás, programa do Governo de SP que garante escuta qualificada e suporte humanizado às mulheres agredidas.
Segundo a corporação, todo o atendimento do programa é realizado por policiais militares femininas treinadas para lidar com situações de extrema vulnerabilidade emocional.
Quando a vítima liga para a polícia durante a agressão, uma equipe vai imediatamente ao local para prender o agressor em flagrante. Na sequência, a Cabine Lilás entra em ação para acompanhar a mulher e encaminhá-la aos serviços de proteção.
Circuito Integrado
Na próxima semana, Araçatuba receberá o Circuito Integrado de Proteção às Mulheres, ação da Secretaria de Estado de Políticas para a Mulher do Governo de São Paulo. Uma carreta estará estacionada na Praça Rui Barbosa entre os dias 10 e 14 de agosto para oferecer mais um opção para que as mulheres vítimas de violência denunciem e busquem orientação.
Segundo Adriana Liporoni, secretária de Políticas para a Mulher do Estado, o atendimento será em diversas esferas.
“Estaremos em Araçatuba entre os dias 10 e 14 de agosto com o Circuito Integrado de Proteção às Mulheres na Praça Central da cidade. A mulher vai encontrar durante este período, no mesmo local, os serviços para interromper uma situação de violência doméstica e familiar, ou até violência familiar”, afirmou.
Adriana comenta que as mulheres poderão registrar ocorrências, pedir medidas protetivas, ter orientações com psicólogo, dentre outros serviços.
“O Circuito Integrado é uma carreta que reúne diversos serviços, os órgãos do sistema de Justiça, como Delegacia da Mulher, onde poderão ser feitos boletins de ocorrência e solicitação de medidas preventivas; ela terá atendimento de psicóloga e fazer o acolhimento inicial. Ela também pode obter informações ou ter informações sobre pensão alimentícia, guarda de filho, com a Defensoria Pública, Ministério Público e Tribunal de Justiça”, concluiu Adriana.

