Vereadores de Araçatuba aprovam provável fusão entre DEM e PSL, mas não garantem permanência

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Diego Fernandes
Araçatuba

Políticos do DEM e do PSL de Araçatuba estão aprovando a provável fusão entre as siglas que ficou praticamente acertada após aprovação da convenção nacional para confirmar a mudança feita pela cúpula do DEM na última terça-feira (21).
A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL ouviu dois parlamentares que atuam na Câmara Municipal de Araçatuba, um de cada sigla. Apesar de apoiarem a junção de ambos em uma sigla só, eles não garantiram permanência na nova sigla que deverá se formar.
Atualmente, DEM e PSL possuem juntos três cadeiras na Câmara Municipal. Antônio Edwaldo Dunga Costa é o único representante do DEM na atual legislatura, enquanto Coronel Manoel Guimarães, que ocupa o cargo de primeiro secretário da mesa diretora, e Cristina Munhoz são os dois vereadores do PSL na casa.
Caso haja a fusão, o novo partido passaria a ter o maior número de cadeiras na câmara araçatubense, superando PSDB, MDB, PP e PV, que possuem dois parlamentares cada. Cidadania, Avante, Podemos e PL têm um vereador cada.
Para o vereador Antônio Edwaldo Dunga Costa, a fusão é importante, porém ela precisa acontecer em prol de um trabalho em conjunto pela população, e não apenas por questões políticas.
“Nós vamos formar a maior bancada do Brasil. Que ela seja voltada, neste momento crítico e meio turbulento que o país atravessa, e que o congresso e todos aqueles que representam nosso povo saiba não fazer a maior bancada, mas também estender, neste momento de pandemia, a mão para todos aqueles que necessitam”, opinou.
Já para o primeiro secretário da mesa diretora, Coronel Manoel Guimarães, o meio político é dinâmico e o PSL buscará se fortalecer com a fusão após ter perdido seu grande nome, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
“Essa fusão tem sido tratada no alto escalão. Eu acredito que seja positiva porque é uma questão estratégica. A política é dinâmica. O PSL, com a saída do presidente, teve que se adequar. A fusão com o DEM deve ser para estar tendo nomes de expressão neste que seria o novo partido”, comentou.

Sem garantias
Nenhum dos dois garantiu que ficará na nova sigla se a fusão dos partidos, de fato, acontecer. No caso de Dunga, ele afirma que vai querer saber quais os ideais conjuntos do novo partido para decidir se permanece ou não.
“Eu concordo com a visão do partido, aí após esta fusão e que forem feitas as tratativas, eu vou decidir se a gente permanece ou o caminho que devo tomar. Pelo DEM eu estou garantido, mas depois eu quero ver qual é o ideal, quais são os objetivos desta fusão. Se é pra fazer uma bancada forte para fazer enfrentamentos e coisas pessoais, eu estou fora. Agora, se for para trabalhar pelo bem do nosso país, eu vou continuar”, afirmou Dunga.
No caso de Coronel Guimarães, o vereador ainda pretende conversar com colegas de partido que atuam na Câmara Federal e deve definir seu posicionamento baseado nisso.
“Está cedo, a gente precisa analisar. Tenho muitos amigos no PSL, não sei se eles vão permanecer, principalmente os deputados. Já iniciamos conversas, mas estamos aguardando para aprofundar mais”, afirmou.
No caso da vereadora Cristina Munhoz, a parlamentar foi procurada pela reportagem e afirmou que não tem um posicionamento definido sobre o assunto e quer conversar com a alta cúpula do PSL antes de se manifestar sobre a possível fusão com o DEM.

Convenção em outubro
A Comissão Executiva Nacional do partido DEM aprovou na terça-feira (21) a realização de uma convenção nacional do partido, em outubro, para confirmar a fusão da legenda com o PSL. Dentro do DEM, o clima é “favorável” à fusão.
“Hoje, à unanimidade, a Comissão Executiva Nacional aprovou a autorização para que seja convocada uma convenção nacional do partido, provavelmente, no dia 5 de outubro, e aí nessa oportunidade os convencionais vão apreciar o tema e confirmar o processo de fusão”, afirmou ACM Neto, presidente nacional do DEM.
Atualmente, o DEM tem 28 deputados e seis senadores, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG). O PSL tem 53 deputados e uma senadora.
A esperança de ACM Neto é formar a “maior” legenda do país com a fusão. Contudo, vários congressistas devem deixar o DEM e o PSL após o processo. O nome e o número do novo partido ainda não foram definidos.
“Num primeiro momento, você vai abrir janela para quem não estiver satisfeito poder sair, mas em alguns estados estamos buscando novos quadros que vão poder ingressar. A gente vai conduzir as coisas com calma”, afirmou ACM. “A ideia é aprovar agora no início do mês de outubro, que aí a gente encaminha isso para o registro no Tribunal Superior Eleitoral. Esses processos levam três meses no TSE. Então a expectativa é que a gente possa virar o ano, começando 2022, já com o novo partido formalizado e constituído”, acrescentou o mandatário do DEM.
A nova legenda também espera ter papel importante nas eleições do próximo ano, inclusive, com a possibilidade de lançar uma candidatura ao Palácio do Planalto que seja uma alternativa à Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, e a Jair Bolsonaro, que está sem partido no momento. (Com informações do G1)

BANCADA – Possível novo partido criado da fusão entre DEM e PSL teria 3 dos 15 vereadores de Araçatuba

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