RECONHECIMENTO - Dia do Radialista foi homenagem a Ary Barroso REPRODUÇÃO

Radialistas do SRC falam sobre a importância do rádio

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

 Nessa terça-feira (21) foi comemorado o Dia do Radialista. Este profissional da comunicação é um dos poucos que pode se gabar de ter duas datas de celebração. Além do dia 21 de setembro, também o dia 7 de novembro também é considerado o Dia do Radialista.

 

No caso da data celebrada terça-feira, a lembrança é relativa ao dia de fixação do salário base da categoria, que ocorreu em 21 de setembro de 1943, durante o governo do ex-presidente Getúlio Vargas. No caso do dia 7 de novembro, é celebrado o aniversário de Ary Barroso, que além de radialista também era compositor e músico, e que nasceu em 1903. Neste último caso, a data foi instituída durante o governo Lula, em 2006.

 

Em 2021, o SRC, Sistema Regional de Comunicação, completa 50 anos de fundação, e tem no rádio e no trabalho dos radialistas a sua base para as cinco décadas de sucesso, que também já se estenderam para a TV (SRCTV), para o jornal impresso e digital (O LIBERAL REGIONAL) e para a internet (Portal LR1 e app LR1). 

 

Atualmente, através de emissoras como a Clube FM e Jovem Pan em Araçatuba; FM Cidade, Nova Rádio Andradina e Jovem Pan News em Andradina; Cidade FM e Jovem Pan em Três Lagoas; Clube FM e Rádio Amiga em Lins, dentre outras, o SRC emprega centenas de profissionais do rádio, que diariamente levam informações e diversão para uma população estimada em mais de 4 milhões de pessoas, entre o noroeste paulista e o bolsão de Mato Grosso do Sul. 

 

Inovação

 

Em um mundo de tecnologias, o rádio fica no meio termo entre o tecnológico e o nostálgico, navegando pelas duas esferas ao mesmo tempo, mantendo seus fãs tradicionais e conquistando novas gerações. 

 

O locutor Enon Félix, da FM Cidade, de Andradina, um dos mais jovens do SRC, destacou a importância de buscar a inovação para conquistar mais pessoas no atual mundo digital.

 

“É preciso se reinventar para conquistarmos cada vez mais as pessoas. Hoje temos as redes sociais, a internet, é importante a gente divulgar um pouco do nosso dia, divulgar a emissora, divulgar os estúdios. Os ouvintes que nos acompanham pelas redes sociais gostam bastante”, afirmou o apresentador, que está no ar na FM Cidade de Andradina das 14h às 17h de segunda à sexta-feira.

 

Segundo Enon Félix, apesar disso, o rádio e o radialista assumem papel importante na atualidade por conta das chamadas “fake news”, que circulam aos montes pelas redes sociais. Na sua visão, é função do rádio ir atrás da verdade e ser uma fonte de credibilidade para a população.

 

“Hoje em dia as redes sociais divulgam bastante fake news, e o rádio é diferente, nós procuramos a verdade, divulgamos a verdade. O rádio é fonte de informação e diversão”, comentou. 

Enquanto Ennon figura entre os mais jovens, Salvador Placco Neto está entre os mais experientes. O CAC (Comando Andradinense de Comunicadores) está há várias décadas no ar. Um programa que faz parte das manhãs de várias gerações de andradinenses. Ao lado de Salvador, outro que está há mais de 40 anos no SRC é Omar Abdalla.

 

Retorno

 

O papel do radialista também é importante na hora de conversar com a população e apresentar produtos ou ofertas. Para o radialista Luiz Henrique Pinheiro, o Branco, apresentador das manhãs da Jovem Pan de Araçatuba, divulgar os clientes também é um jeito de informar a população.

 

“A publicidade é informação também. O ouvinte, às vezes, ouvindo a propaganda de uma determinada loja, ele fica sabendo de promoções, de descontos”, afirmou.

 

As parcerias comerciais também garantem premiações aos que acompanham a programação das rádios, o que também serve como estímulo para que aumente o número de interessados em acompanhar.

 

“É legal você estar junto, dando prêmios. Tem muitas coisas que o ouvinte se beneficia ganhando prêmios, participando de promoções”, disse. “Acho que não existe uma casa que não tenha um rádio”, finalizou Branco, destacando o alcance do veículo.

 

Eterno

 

Após a primeira transmissão radiofônica, feita no Brasil em 1922, o rádio foi o único companheiro da população até meados dos anos 50, quando os primeiros aparelhos de TV em preto e branco chegaram ao país. 

 

Desde então, TVs coloridas, internet, DVDs, serviços de streaming, redes sociais, dentre outras formas de comunicação e de apresentação de conteúdo foram sendo agregadas à vida do brasileiro, mas sem que o rádio perdesse o seu valor.

 

Para a apresentadora do Bom Dia Cidade, da Cidade FM de Três Lagoas, Larissa Dandara, o rádio já provou em todos estes anos que jamais acabará.

 

“Eu acredito que o rádio  nunca vai acabar. Pode aumentar a tecnologia, mas o rádio nunca vai morrer. O rádio leva muita energia. O rádio chega onde ainda não há internet, não há tecnologia. E quanto mais a tecnologia cresce, o rádio cresce junto”, opinou.

 

Para Larissa, o rádio ainda conserva algumas coisas que não são possíveis de se ter com outros veículos. 

 

“Tem coisa que só o comunicador do rádio consegue, que é colocar a nossa cabeça para funcionar, aguçar a imaginação do ouvinte, que muitas vezes consegue acessar um mundo que nem ele mesmo sabia que existia”, completou. 

 

AVANÇO – Segundo o locutor Enon Félix, atualmente o rádio já está ligado às novas tecnologias

 

EXPERIÊNCIA – Salvador Placco Neto está há mais de 40 anos no SRC

 

COMERCIAL – Para o radialista Branco, publicidade também é informação
VIVO – De acordo com a locutora Larissa Dandara, o rádio nunca vai morrer

 

 

 


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