MOVIMENTO - Dirigente do Sincomércio afirma que aumento no movimento deve refletir em uma maior contratação de temporários

Vagas temporárias: Araçatuba oferta mais de 400 empregos em comércio e serviços

Diego Fernandes – Araçatuba

Já está aberta a temporada de contratação de trabalhadores temporários em Araçatuba e na região. Pesquisas nacionais apontam na direção de um aumento de vagas de trabalho temporário neste ano em relação ao ano passado devido ao fim das restrições por causa da pandemia. No geral, a oferta de vagas abertas já ultrapassa as 400 oportunidades.
Araçatuba já conta com uma oferta de vagas temporárias de mais de 200 oportunidades, de acordo com sites especializados como Indeed (br.indeed.com), Vagas.com, InfoJobs (infojobs.com.br) e Empregos.com, de acordo com levantamento feito pela reportagem de O LIBERAL REGIONAL.
Além disso, o balcão de empregos municipal possui 64 oportunidades de trabalho abertas para a área de comércio no município. Já no setor de serviços, são 163 vagas abertas. Em todos os casos os currículos são cadastrados através da internet.
São diversas oportunidades, principalmente para balconista, atendente de loja e vendedor interno. As vagas são para suprir a demanda maior do comércio no final do ano por conta das compras estimuladas para datas com a Black Friday, que neste ano será em 27 de novembro, e o Natal, no dia 25 de dezembro.
A abertura de vagas temporárias já havia começado em outubro. Neste caso, as contratações ocorrem entre outubro e novembro, com previsão de fim do contrato temporário em janeiro e fevereiro e possibilidade de efetivação.
Há também vagas comuns abertas pelo comércio e disponíveis no balcão de empregos, que podem ser acessadas através do aracatuba.sp.gov.br.
Para o presidente do Sincomércio, o Sindicato do Comércio Varejista de Araçatuba, Gener Silva, a contratação de temporários é um movimento natural do comércio e costuma render vagas extras até o mês de janeiro.
“São quatro meses onde as lojas costumam fazer essas contratações, começa em outubro e vai até janeiro. As compras de final de ano e as promoções de queima de estoque em janeiro provocam um aumento de consumidores”, afirmou Gener Silva.
De acordo com ele, neste ano a demanda por trabalhadores temporários será maior devido à volta do consumo sem restrições relacionadas à pandemia.
“A gente tem tido um movimento e um consumo muito bom neste segundo semestre, muito bom mesmo, isso com certeza vai refletir nestas contratações”, afirmou.
A possibilidade de efetivação após a contratação temporária também anima muitos trabalhadores. Para Gener Silva, o trabalhador temporário tem que se dedicar e demonstrar bom relacionamento para manter o emprego. Ele afirma que a demanda por bom atendimento é um trunfo para quem está entrando agora na área do varejo e no mercado de trabalho.
“A principal queixa do consumidor hoje é sobre o atendimento. E tem pessoas que têm aptidão natural para o relacionamento, tem empatia natural. Essas pessoas têm maiores chances de permanecer no emprego após o período”, concluiu Gener Silva.

Dados nacionais
Para a CNC, a Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo, o avanço na vacinação e o aumento na circulação de consumidores vão fazer com que o Natal deste ano registre a maior oferta de vagas temporárias para o período dos últimos 8 anos. A estimativa é de 94.200 trabalhadores temporários contratados apenas no comércio.
Outra entidade, a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, estima que 105 mil vagas de emprego serão abertas até o final deste ano pelos setores varejista e de serviços, número bem próximo ao de 2019, no período pré-pandemia.
Já a Associação Brasileira do Trabalho Temporário, que faz a contabilização de todas as áreas e não só do comércio varejista e serviços, apontou em setembro deste ano que entre outubro e dezembro seriam disponibilizadas 565 mil vagas temporárias, um crescimento significativo ante as 471.300 vagas abertas em 2020, um crescimento de quase 20%.
“As empresas entenderam que não é preciso ter medo de contratar temporários, pois se termina sua necessidade, encerra-se o contrato. Cenário que não é possível quando se trata de um empregado efetivo, pois a burocracia é muito maior”, afirmou na época Marcos de Abreu, presidente da Associação Brasileira do Trabalho Temporário.
Segundo a Associação, 60% das contratações temporárias do último trimestre serão impulsionadas pela indústria, seguido de 25% do setor de serviços e 15% pelo comércio.

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