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Vacinação contra a paralisia infantil ocorrerá em drive thru neste sábado em Araçatuba

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DIEGO FRERNANDES – ARAÇATUBA

 

A Campanha Nacional de vacinação contra a poliomielite está em vigor desde o último dia 5 de outubro e vai até o dia 30. Pais devem levar os filhos às Unidades Básicas de Saúde de Araçatuba e região de segunda à sexta para a imunização e para a atualização da carteira de vacinação. A orientação, inclusive, é para que os filhos sejam vacinados mesmo com a pandemia, para manter a erradicação da doença no país.

Em Araçatuba, neste sábado, haverá vacinação em drive thru das 8h às 17h, para as crianças maiores de 1 e menores de 5 anos de idade. Os pais que levarem os filhos não precisarão sair do carro, com a medicação sendo aplicada na criança pela janela do veículo, evitando a contaminação pela covid-19. A vacinação em drive thru estará disponível no prédio do Hospital Municipal da Mulher e na UBS Covid, no bairro Umuarama. É necessário levar a carteirinha de vacinação da criança ao local escolhido.

O município teve, até o momento, apenas 35,09% de cobertura vacinal, de acordo com dados divulgados pela pasta da saúde. Foram aplicadas 2.955 doses da vacina sendo que há um total de 8.421 crianças nesta faixa etária no município. A meta é vacinar pelo menos 95% deste público. Em todo o país, segundo o Ministério da Saúde, há cerca de 11,2 milhões de crianças nesta faixa etária.

Doença

A poliomielite, também chamada de pólio ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus, que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, pode levar a paralisias musculares, em geral nos membros inferiores, ou até mesmo à morte. A vacinação é a única forma de prevenção.

A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária são fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes.

Não existe tratamento específico para a poliomielite, todas as pessoas contaminadas devem ser hospitalizadas, recebendo tratamento dos sintomas de acordo com o quadro clínico. Entre os sintomas mais frequentes estão febre, dor de cabeça e no corpo, vômitos, espasmos e rigidez na nuca. Na forma paralítica ocorre a súbita deficiência motora, acompanhada de febre, flacidez e assimetria muscular e persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.

As sequelas são tratadas por meio de fisioterapia e de exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.

Desde 2016, o esquema vacinal contra a poliomielite passou a ser de três doses da vacina injetável (VIP, aos 2, 4 e 6 meses) e mais as doses de reforço com a vacina oral bivalente (VOP, gotinha). A medida está de acordo com a orientação da Organização Mundial da Saúde e faz parte do processo de erradicação mundial da pólio. Essa vacinação propicia imunidade individual e aumenta a imunidade de grupo na população em geral.

No Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989, na cidade de Souza, na Paraíba. Em 1994, o país recebeu da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) a certificação de área livre de circulação do vírus. No cenário internacional, hoje, existem dois países endêmicos para a doença: o Paquistão e Afeganistão.


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