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Araçatuba
terça-feira, junho 28, 2022

TUA quer subsídio permanente ao transporte coletivo; horários noturnos serão retomados

DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Durante audiência pública realizada na última quinta-feira (19) na Câmara Municipal de Araçatuba, o procurador jurídico da TUA (Transporte Urbanos Araçatuba), Luciano Castilho, pediu para que o subsídio proposto pelo executivo e aprovado pelo legislativo na última sessão ordinária, de R$ 985 mil reais, seja permanente. 

A justificativa é o aumento nos gastos e a diminuição do número de usuários do transporte após a pandemia.

“Esses seis meses de auxílio vai nos auxiliar bastante, mas não vai resolver o problema. Foi inclusive discutido nessa casa a manutenção desse auxílio permanente, então solicito a todos que pensem com carinho na manutenção desse auxílio, que permitirá a empresa a prestar um melhor serviço à população, a fazer novos investimentos, principalmente no quis diz respeito à renovação de frota, então a gente tendo esse auxílio, uma receita suficiente, dá para trabalhar com planejamento”, afirmou o representante da empresa. 

Durante a sessão, Castilho também afirmou que com o subsídio será possível retorno do funcionamento das linhas normais no período noturno, um dos principais pedidos da população através das redes sociais da TUA.

A intenção é retomar o transporte público de segunda a sexta-feira até às 23h20. Atualmente, o transporte se encerra às 19h20, com o último horário das linhas que saem do Terminal Urbano em direção aos bairros. Já para os sábados, a intenção é manter o transporte até 14h20, sendo que atualmente o último horário é 13h20.

No mês de outubro do ano passado, a empresa havia aberto algumas linhas adicionais noturnas para atender trabalhadores de shoppings e supermercados, porém, as linhas comuns seguiam rodando até 19h20.

Apesar do subsídio, não há previsão da volta do transporte coletivo aos domingos e feriados. Os horários do transporte coletivo noturno nos dias úteis devem ser ampliados a partir do mês de junho.

“Chegou a hora que não tem como, não tem outro caminho, senão esse caminho do auxílio, do subsídio”, afirmou Luciano Castilho na audiência.

Quem também defendeu o subsídio foi o especialista em trânsito, mobilidade e segurança, Renato Campestrini, que participou da audiência.

“No País, mais de 40 cidades tiveram o serviço interrompido em razão da falta de demanda e de recursos financeiros para garantir o transporte público. Essa audiência serviu para chamarmos a atenção da sociedade para manter esse sistema, reforçar a existência da previsão legal de concessão do subsídio governamental que consta no Lei de Mobilidade Urbana para manutenção do transporte público coletivo e capacidade de atendimento simultâneo de passageiros acomodados nos ônibus quando comparada à dos carros, motos e outros veículos de locomoção rápida”, explicou Campestrini.

A audiência pública foi comandada pela Comissão Especial dos Transportes. O presidente da Comissão é o vereador Wesley da Dialogue (Podemos); tendo como membros Maurício Bem Estar (PP) e Coronel Guimarães (União Brasil). 

 

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