Close Menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest Vimeo
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Demo
    Trending
    • Campanha do Agasalho 2026 começa em Araçatuba com quase 40 pontos de coleta
    • Zanatta informa que vai retomar prédio cedido à Associação de Artistas após festa realizada na Sexta-Feira Santa
    • Birigui abre agendamento para vacinação domiciliar contra a gripe
    • A Páscoa e o fim da minha biblioteca particular
    • Segunda discussão sobre cabeamento subterrâneo em loteamentos é um dos projetos na pauta da Câmara
    • Birigui inicia consultas públicas para planejar o orçamento municipal de 2027
    • Novo espaço do TEA Andradina é inaugurado
    • Comdica destina recursos provenientes de doações do imposto de renda a instituições de Araçatuba
    Demo
    O LIBERAL REGIONALO LIBERAL REGIONAL
    Home»Cidades»Araçatuba»Tribunal de Contas julga irregular contrato do IVVH, que estava no centro das investigações
    Araçatuba

    Tribunal de Contas julga irregular contrato do IVVH, que estava no centro das investigações

    By jornalistacrispim13 de agosto de 2021Nenhum comentário6 Mins Read
    Share Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Reddit Telegram Email
    Share
    Facebook Twitter LinkedIn Pinterest Email

    DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

    No dia 13 de agosto de 2019, uma quarta-feira – a exatos dois anos – Araçatuba amanheceu sob o impacto da maior operação da Polícia Federal de combate à corrupção da história do município. Na Operação #tudonosso foram cumpridos mandados judiciais em secretarias municipais e até mesmo no paço municipal – sede do governo do prefeito de Araçatuba, Dilador Borges Damasceno. Diretores de departamentos municipais foram presos temporariamente, assim como o destacado líder político, sindical e empresarial – José Avelino Pereira, o Chinelo, presidente do diretório municipal e coordenador regional do PSB, além de pessoas próximas. 

    Agora, no dia 20 de julho, o Tribunal de Contas do Estado julgou o contrato da Prefeitura com o IVVH (Instituto de Valorização da Vida Humana) e aditamentos irregulares, mandou devolver dinheiro, multou o prefeito Dilador Borges Damasceno, a secretária de Assistência Social da época Maria Cristina Domingues e o presidente do IIVVH à época, Ahmad Nazih Kamar. Além disso, determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Estadual.

     

    INÍCIO

    Tudo começou em 2017, primeiro ano da administração de Dilador Borges Damasceno, que em março de 2016, havia fechado acordo político para ter apoio do grupo de Chinelo nas eleições. Dilador foi eleito prefeito e Rivael Papinha, homem de confiança de Chinelo, foi muito bem votado e chegou à presidência da Câmara. Já em 2017, a Polícia Federal recebeu denúncia anônima apontando possíveis irregularidades no contrato firmado pela Bolívia Comércio de Limpeza. A empresa foi contratada com dispensa de licitação para limpeza de escolas por R$ 3 milhões por seis meses. O denunciante falou das ligações de Chinelo com o prefeito Dilador Borges Damasceno e das indicações de pessoas de sua extrema confiança para cargos comissionados em postos chaves da administração.

    No decorrer das investigações para apurar a veracidade das denúncias, a Polícia Federal teve acesso a novo contrato da Prefeitura, agora com o Instituto de Valorização da Vida Humana (IVVH) para gestão de programas sociais. Como havia indícios de que a organização soicial estava ligada ao mesmo grupo já investigado, comandado por Chinelo, a PF intensificou o trabalho por meio de métodos não convencionais, como a quebra de sigilos de telefone, bancário e outros.

    Com os dados obtidos nessa fase da investigação, a Polícia Federal estabeleceu a participação de cada um dentro do esquema, que envolvia várias empresas do grupo. Por isso, requereu à Justiça os mandados de busca e apreensão e de prisão temporária. Os mandados foram cumpridos em Araçatuba e outras cidades. Foram presas 14 pessoas. Posteriormente, algumas prisões foram convertidas em preventivas, mas houve recurso e as pessoas foram liberadas. No relatório, 14 pessoas foram indiciadas.

     

    INVESTIGAÇÕES

    Na perícia de documentos, celulares e outros materiais apreendidos na operação #tudonosso, a Polícia Federal avançou nas investigações, confirmando a ligação Chinelo com as empresas envolvidas no esquema. O contrato com o IVVH, firmado em 2018, no valor de R$ 8 milhões para período de 120 meses – março a dezembro de 2018, podendo ser prorrogado, chamou a atenção. Devido aos vários contratos firmados para desvio de recursos, a Polícia Federal considerou o grupo “organização criminosa”.

     

    RELATÓRIO

    Em outubro de 2020, a Delegacia da Polícia Federal de Araçatuba encaminhou à Justiça Federal o relatório do inquérito. Devido à suspeita de envolvimento do prefeito Dilador Borges Damasceno no esquema, com registro de conversas e mensagens mantidas com Chinelo, o processo foi encaminhado ao Tribunal Regional Federal, já que o prefeito tem prerrogativa de função.

    No relatório, há transcrições de conversas do prefeito Dilador Borges Damasceno (PSDB) com o principal investigado, José Avelino Pereira, o Chinelo.

    Nestas conversas, Dilador refere-se ao sindicalista como “mestre” e comunica a liberação de “seu pagamento”, o que demonstra conhecimento do prefeito do domínio de Chinelo sobre as empresas investigadas: Bolívia Comércio de Materiais de Limpeza Ltda – ME e IVVH – Instituto de Valorização da Vida Humana, com as quais o município manteve contrato e outras prestadoras de serviços

     

    ENVOLVIMENTO DO PREFEITO

    “No que se refere à participação do prefeito Municipal DILADOR BORGES nos crimes investigados, esta ficou mais evidente após a juntada do Relatório da Autoridade Policial, havendo, no mínimo, indícios de provas de seu envolvimento direto com o principal alvo da investigação, o Sr. José Avelino Pereira”, diz o juiz na decisão de remeter o processo para o TRF, citando que no aparelho telefônico apreendido com Chinelo, havia o registro de mensagens entre ele (Chinelo) e o Prefeito Municipal (Dilador Borges). Uma das mensagens, datada de 6 de novembro de 2018, feita de áudio de DILADOR, seguida de áudio de “Chinelo”, é centrada em “atraso de pagamentos” de parcelas da prefeitura com empresas.

     

    SEM DECISÃO

    Os documentos foram enviados ao Tribunal Regional Federal em dezembro do ano passado. Até o momento não há manifestação sobre o andamento. O caso está sob segredo de justiça.

    ALIANÇA – Em março de 2016, Dilador Borges Damasceno e José Avelino Pereira, o Chinelo, fecharam aliança para as eleições municipais

     

    ATUAÇÃO – Durante vários meses, equipes da Polícia Federal realizaram intenso trabalho para apurar as denúncias

     

    Decisão do TCE pode resultar em ação do Ministério Público Estadual

     

    Na sessão do dia 20 de julho, a 2ª Câmara do Tribunal de Contas do Estado julgou irregular o contrato firmado entre a Prefeitura e o IVVH, e também os aditamentos. O auditor substituto Valdenir Antônio Polizeli  fez várias considerações sobre o processo de contrato, como abertura de seleção no dia 20 de dezembro para decisão no dia 10 de janeiro, além de fazer mudanças no edital sem alterar as datas. Para ele, isso dificultou a participação de outras organizações.

    Em seu voto, o conselheiro Polizeli decidiu aplicar multa de 300 Ufesp ao prefeito Dilador Borges Damasceno, à então secretária de Assistência Social, Maria Cristina Domingues e o presidente do IIVVH à época, Ahmad Nazih Kamar. Determinou, também, a devolução pelo IVVH ao município de mais de R$ 54 mil.

    O presidente, conselheiro Dimas Ramalho, destacou o voto do relator e além de aprovar, sugeriu que fosse acrescentado o envio dos documentos ao Ministério Público Estadual, que poderá, com base no que foi apurado, propor ação contra as pessoas citadas.

     

    SILÊNCIO DOS ADVOGADOS

    O que chamou a atenção nessa sessão de julgamento, é que mesmo diante da importância do assunto para a municipalidade, o escritório de advocacia, contratado por Dilador Borges Damasceno, não se manifestou no Tribunal de Contas. A contratação desse escritório também é motivo de ação do Ministério Público contra a administração.

     

     

    a3 TCE
    JULGAMENTO – Conselheiros Valdenir Antônio Polizeli e Dimas Ramalho julgaram contrato irregular

     

    Share. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Tumblr Email
    Previous ArticleInteligência artificial melhora o transporte
    Next Article Vacinados com a Pfizer em Araçatuba já podem fazer cadastro para a segunda dose 
    jornalistacrispim

    Related Posts

    Araçatuba

    Campanha do Agasalho 2026 começa em Araçatuba com quase 40 pontos de coleta

    6 de abril de 2026
    Araçatuba

    Zanatta informa que vai retomar prédio cedido à Associação de Artistas após festa realizada na Sexta-Feira Santa

    6 de abril de 2026
    Birigui

    Birigui abre agendamento para vacinação domiciliar contra a gripe

    6 de abril de 2026
    Add A Comment
    Leave A Reply Cancel Reply

    Facebook X (Twitter) Instagram
    © 2026 Desenvolvido por mSanders Tech.

    Type above and press Enter to search. Press Esc to cancel.

     

    Carregando comentários...