VITOR MORETTI – Araçatuba
Um avião bimotor fez um pouso de emergência e aterrissou de ‘barriga’ na manhã de segunda-feira (10) no Aeroporto Dario Guarita, em Araçatuba. O trem de pouso falhou na descida e a aeronave ficou parada no meio da pista. Apesar do susto, ninguém se feriu.
De acordo com informações apuradas pela reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL, o incidente aconteceu por volta das oito horas da manhã. O piloto da aeronave teria comunicado a torre de controle sobre problemas com o trem de pouso. As equipes dos Bombeiros e socorristas do aeroporto ficaram preparadas para o pouso de emergência, que ocorreu com sucesso. O piloto e uma passageira não ficaram feridos e não houve nenhum princípio de incêndio no local.
Após o fato, a pista precisou ficar fechada para pousos e decolagens. Por conta disso, o voo 5121 da Azul Linhas Aéreas, com origem em Araçatuba e como destino o Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, foi cancelado, segundo informou o site da empresa aérea. Equipes do Seripa (Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes) foram comunicadas sobre o incidente e informaram que enviaram uma equipe ao município para investigar as circunstâncias do pouso de emergência.
DETALHES
A reportagem apurou que trata-se de uma aeronave turboélice, de prefixo PT-LJS. O avião pertence a um empresário do Oeste Paulista e foi fabricado em 1985.
Da marca Mitsubishi, o bimotor tem capacidade para levar até dez passageiros e estava com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) em dia. O vencimento seria apenas no dia 21 de agosto de 2020. Já a Inspeção Anual de Manutenção (IAM) também estava regular e venceria somente no dia 16 de agosto de 2019.
INVESTIGAÇÕES
Com a chegada das equipes do Seripa, o primeiro passo a ser tomado chama-se “Ação Inicial”, na qual os investigadores iniciam as medidas preliminares, normalmente realizadas no local de uma ocorrência aeronáutica, de acordo com técnicas específicas, e por pessoal qualificado e credenciado, tendo por objetivo, a coleta e/ou confirmação de dados, a preservação de indícios, a verificação inicial de danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias ao processo. “A investigação conduzida pelo Cenipa tem o objetivo de prevenir que novas ocorrências com as mesmas características ocorram”, informa a nota enviada à reportagem.
É nessa fase também que os técnicos fotografam toda a área, tiram peças do avião, caso necessário. Não há um prazo previsto para o término e divulgação do laudo que apontará o que pode ter causado o acidente.

