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Restaurantes vivem situação de risco

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Pesquisa divulgada no último dia 23 pela Abrasel-SP (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) trouxe um dado preocupante. O estudo apontou que 40% dos estabelecimentos do setor deverão fechar as portas por causa da crise provocada pelo novo coronavírus.

Esta situação, segundo apurou o jornal O LIBERAL REGIONAL na última semana, pode repercutir em Araçatuba. Se, ao longo desta década, a cidade se consolidou como polo gastronômico regional, com opções para todos os gostos e bolsos, a pandemia tende a trazer efeitos danosos. Até mesmo pontos de encontro tradicionais se veem ameaçados.

Com mais de 20 anos de existência e famoso por pratos sofisticados, o Restaurante Barracão tem oferecido almoço ao longo da semana e jantar, aos sábados e domingos, tudo por meio de delivery. Em conversa com a reportagem na última quarta-feira, a direção do restaurante espera que uma decisão quanto à reabertura, por parte das autoridades, saia o quanto antes. Caso contrário, não está descartada a possibilidade de encerramento das atividades.

Em uma das casas mais frequentadas por quem gosta de comer fora na cidade, o Bola Sete, a atual situação também levou a uma readequação. A costelaria do restaurante, agora, será um salão destinado a eventos. Os serviços da costelaria passarão, com isso, a fazer parte do próprio cardápio do Bola. A direção do restaurante explica que esta mudança já era planejada, mas, com a atual crise, acabou sendo acelerada.

QUESTIONÁRIO

A associação que representa o setor ouviu, em sua pesquisa, 125 empresários que possuem, no mínimo, três estabelecimentos na cidade de São Paulo e na região metropolitana. Cerca de 70% dos empresários disseram que preveem o fechamento até 40% dos negócios.

A mesma entidade estima ainda que aproximadamente 900 mil empregos no segmento já tenham sido extintos em todo o País, uma realidade que atinge pequenos e grandes empreendimentos no setor. Em uma padaria na Avenida Odorindo Perenha, zona leste, por exemplo, hoje, uma funcionária tem dado conta de toda a demanda existente. “Antes, era muito comum recebermos clientes aqui para tomar café, mas isso, agora, acabou”, lamenta.

Muitos restaurantes estão preocupados também com o período posterior à crise. Boa parte das empresas, diz a associação, está adotandos as medidas anunciadas pelo governo federal com o objetivo de segurar empregos, com corte de salários e redução de salários. Em alguns locais, funcionários foram adaptados ao delivery.

No Estado de São Paulo, a quarentena vai até 10 de maio, próximo domingo. Pelo menos até lá, fica proibida a abertura dos restaurantes, que só podem operar por delivery.

Uma eventual reabertura, se ocorrer, poderá obrigar os estabelecimentos a retornarem às atividades com protocolos sanitários, com distanciamento de 1,5 metro entre as mesas, rotinas acentuadas de higienização e uso de máscaras por empregados e clientela.


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