PAPEL - Melhorias na produtividade no campo, como o setor de máquinas, contribuiu com bom desempenho

Região é a terceira em investimentos no Estado

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A Região Administrativa de Araçatuba foi a terceira, em todo o Estado, a receber maior quantidade de anúncio de investimentos no segundo semestre do ano passado.
O número consta na Pisep (Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo), feita pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados Estatísticos), divulgada ontem.
O levantamento permite concluir que o volume de recursos previsto para Araçatuba e os municípios vizinhos representa aproximadamente 2,5% do montante injetado em todo o território paulista no período.
De acordo com a pesquisa, no total, foram anunciados R$ 25,1 bilhões em investimentos o de julho a dezembro. Oitenta por cento desses recurso ficaram na Região Metropolitana de São Paulo: cerca de R$ 20,1 bilhões.
A segunda colocada no estudo é a Região de São José dos Campos teve 10% a mais de investimentos anunciados em relação a Araçatuba: R$ 687,7 milhões.
O resultado deixou a Região de Araçatuba à frente de grandes centros econômicos do Estado, como Campinas, para a qual foi projetada a injeção de R$ 583,8 milhões, Bauru (R$ 391 milhões), Santos (R$ 339 milhões) e Sorocaba (R$ 72 milhões). Os investimentos com abrangência inter-regional totalizaram R$ 1,5 bilhão, 5,9% do total.
DESTAQUES
Entre os grandes investimentos planejados para a Região de Araçatuba naqueles seis meses, aparece como grande destaque a construção de um parque aquático de 371 mil metros quadrados, avaliado em R$ 500 milhões, no entroncamento das rodovias Marechal Rondon e Euclides de Oliveira Figueiredo, em Andradina.
Também aparece como um dos principais investimentos os R$ 42 mihões previstos para a Usina Diana, em Avanhandava, com renovação de canaviais, aquisição de tratores e transbordos de cana.
Localizada na Região de Bauru, mas dentro da área de cobertura do SRC (Sistema Regional de Comunicação), municípios da microrregião de Lins também aparecem com grandes investimentos projetados no período.
Do Grupo JBS, houve a projeção de R$ 91 milhões para a instalação de fábrica de fertilizantes agrícolas, em Guaiçara, utilizando resíduos orgânicos gerados em seus frigoríficos. Somente na cidade de Lins, foram anunciados R$ 300 milhões para a expansão de canaviais, compra de equipamentos agrícolas e ampliação do parque industrial.
SETORES
Setores de destaque na economia regional aparecem entre os maiores focos de investimentos no levantamento da Seade. Na agricultura, por exemplo, os investimentos refletem a influência do RenovaBio, nova política nacional de
incentivos à produção de etanol e de outros biocombustíveis, que entrou em vigor em dezembro de 2019.
Os recursos para expansão de canaviais visam elevar a produtividade no campo, a capacidade de moagem de cana pelas usinas sucroalcooleiras e a cogeração de bioeletricidade a partir dos resíduos do vegetal.
Outro ramo destacado foi comércio. Na pesquisa, os investimentos se referem, principalmente, às unidades de “atacarejo”, que vêm sendo instaladas no Estado por grandes redes supermercadistas. Esse formato de loja combina características do atacado (preços baixos, embalagens com grandes quantidades, estrutura de atendimento enxuta) com as do varejo, que permitem ao consumidor comum fazer suas compras sem precisar de CNPJ.

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Infraestrutura lidera entre os setores pesquisados

A exemplo do que ocorreu na primeira metade de 2020, a maior parcela dos investimentos anunciados para o segundo semestre foi destinada à infraestrutura, em especial aos transportes, sob o impulso de concessões do setor público a empresas privadas. No período janeiro-junho, destacou-se o transporte ferroviário de cargas no interior paulista, enquanto nos seis meses seguintes, o transporte metroviário de passageiros na capital do estado que sobressaiu com a retomada das obras da Linha 6-Laranja do Metrô, por nova concessionária estadual.
Já o setor de serviços registrou o melhor resultado desde o primeiro semestre de 2019. A locação de veículos leves e pesados vem crescendo, o que exige recursos das locadoras para expansão de suas frotas. Nas atividades imobiliárias, destacam-se novos shoppings, galpões logísticos e edifícios comerciais que estão sendo construídos no estado. Também foram noticiados investimentos para atividades recreativas, expansão dos estabelecimentos de saúde e, ainda, ampliação do acesso ao crédito e aos serviços financeiros.

 


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