Redes estadual e municipal de ensino de Araçatuba registram casos positivos de Covid-19 e fecham escolas

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Após o fechamento da Escola Estadual Luiz Gama, localizada no bairro São Joaquim em Araçatuba, pais de alunos estão com medo de mandarem os filhos de volta à instituição a partir da próxima segunda-feira (22). Por orientação da Secretaria Municipal de Saúde, o local foi fechado nessa quinta (18) e sexta-feira (19) para passar por dedetização. A previsão é de que o atendimento presencial já volte no início da semana. Enquanto isso, na rede municipal de ensino, seis escolas registraram casos positivos ou suspeitos de infecção pela Covid-19.

A reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL apurou que três funcionários da Escola Estadual Luiz Gama, incluindo a diretora da unidade, testaram positivo para coronavírus. Todos foram afastados e cumprem o tratamento em isolamento domiciliar. Os pais dos alunos receberam um comunicado da escola em um grupo de WhatsApp informando a suspensão, mas não havia mais detalhes a respeito da quantidade de infectados.

O historiador Claudemir Novais tem o filho, de 15 anos e estudante do segundo ano do Ensino Médio, matriculado na escola. O grupo do jovem volta ao ensino presencial na segunda-feira, dia 22. Mas, com a confirmação dos casos, ele já decidiu que não irá mandar mais o filho.

“Eu já estava com um pouco de medo, mas antes do início das aulas fomos chamados até a escola e ficamos bastante seguros com os protocolos. Mas, agora, eu não vou mandar mais meu filho. A grande questão é saber que três funcionários foram infectados, ou seja, o vírus circulou na escola”.

A escola possui cerca de 250 estudantes matriculados, mas funcionava com capacidade de até 35%. A forma de ensino é integral, ou seja, o aluno chega à unidade às sete da manhã e vai embora às 16h. As salas de aula foram adaptadas e colocadas distantes uma das outras. Além disso, o intervalo era feito de forma escalonada para evitar aglomerações no pátio.

SUSPENSÃO

Por meio de uma nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo informou que todas as unidades seguem os protocolos das autoridades da área da saúde. “A Secretaria de Saúde do município orientou que a escola fosse fechada para desinfecção por dois dias. Neste período, as aulas seguem apenas de forma remota”.

A Secretaria ainda esclareceu que o protocolo orienta que os servidores e estudantes sejam afastados ao comunicarem os sintomas e aguardem os resultados em casa, de quarentena. “A unidade básica de saúde é acionada para realização dos testes. Os casos são acompanhados por meio do Sistema de Informação e Monitoramento da Educação para Covid-19”, concluiu a nota.

Para a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), o período de dois dias de fechamento do Luiz Gama é pouco. “A escola deveria ficar fechada por até 14 dias. Nós somos contra o retorno das aulas presenciais e acreditamos que elas devem continuar de forma remota até que todos os profissionais da educação e alunos sejam vacinados”, disse em entrevista o coordenador da subsede da Apeoesp de Araçatuba, Carlos Nishikawa.

 

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Seis escolas municipais já tiveram casos suspeitos e positivos de Covid-19

 

A preocupação de pais da rede estadual de ensino é a mesma compartilhada por aqueles que possuem os filhos matriculados na rede municipal de Araçatuba. Ao todo são 16,5 mil alunos, dos quais 2.100 fizeram a opção por permanecerem estudando de casa. Mas, dez dias depois do retorno às aulas presenciais, seis escolas registraram casos suspeitos e positivos para coronavírus. Uma delas segue fechada totalmente.

Segundo a Prefeitura, vários casos suspeitos, quer seja por sintomas ou por contato com pessoas que testaram positivo foram do ambiente escolar, foram registrados. Até agora, dois profissionais de diferentes escolas tiveram o resultado confirmado. As escolas que já passaram pela situação foram: Esther Gazoni, Fernando Gomes de Castro, Lourdes Regina, Enoy Chaves, Heny Ferraz Homem e Mariana Zanchetta Venturolli, esta última permanece fechada.

A Secretaria Municipal de Educação informou que sempre que há um caso suspeito ou confirmado em uma turma, por precaução, as aulas presenciais são suspensas e continuam remotamente. “Os suspeitos estão sendo testados e assim que liberado o resultado, uma vez sendo negativo, as turmas podem retornar. No caso do teste positivo, as aulas presenciais ficam suspensas por 14 dias após o início dos sintomas”, complementou.

As escolas municipais também adotaram diversos protocolos de higiene, como redução do número de alunos por turma, proibição de frequentar as aulas em caso de sintomas gripais ou de contato com suspeitos, não compartilhamento de objetos, não realização de atividades com aglomeração, distanciamento social, aferição de temperatura na entrada, álcool em gel em todos os ambientes e uso de copos descartáveis.

“É um momento em que mais do que nunca a parceria entre a escola e a família é imprescindível. Ao menor sintoma, a criança não deve frequentar o ambiente escolar”, reafirmou.

 

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Após caso positivo, Câmara de Birigui suspende expediente presencial

A Câmara Municipal de Birigui decidiu fechar as portas para o público e o expediente da passa a ser realizado em sistema de teletrabalho, após uma pessoa que integra a lista de servidores ter testado positivo para a Covid-19. A medida foi tomada por orientação de autoridades da área da saúde e é válida até o dia três de março.

A decisão consta em ato assinado pela Mesa Diretora da Câmara, na tarde dessa quinta-feira (18). Servidores, vereadores e demais colaboradores da Casa ficarão em quarentena, período em que se observa o aparecimento ou não de sintomas em pessoas que tiveram contato com o infectado.

“Orientamos ao nosso pessoal que permaneça em casa com atenção a possíveis sintomas e que realize os cuidados médicos que se fizerem necessários”, declarou o presidente do Legislativo, vereador Cesinha Pantarotto (PSD), “Essa é uma medida preventiva para que o quadro de pessoal e a população que frequenta a Câmara não corram o risco de serem expostos ao vírus”, completou.

A previsão de retorno das atividades no prédio é para o dia quatro de março, após o período recomendado de 14 dias. A sessão ordinária prevista para o dia dois foi remarcada para o dia quatro, que será uma quinta-feira.


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