EXAMES - Quase 20 mil pessoas aguardam por exames em Araçatuba

Quase 25 mil pessoas estão na fila de espera do SUS em Araçatuba

Diego Fernandes – Araçatuba

O total da fila de espera por exames e cirurgias em Araçatuba é de mais de 12% da população total do município. Quase 25 mil pessoas estão aguardando por atendimentos no Sistema Único de Saúde, seja para exames, consultas com especialistas e avaliações cirúrgicas.
A informação foi confirmada pela própria prefeitura, em resposta a requerimento aprovado pela Câmara Municipal de Araçatuba. A resposta foi enviada no último dia 26 de outubro.
Nos últimos meses, pacientes procuraram a reportagem do jornal O LIBERAL REGIONAL para relatar a demora no atendimento na rede pública de saúde.
Ao todo, são 5.141 pessoas que aguardam por procedimentos cirúrgicos e outros 19.657 que esperam por exames no Sistema Único de Saúde em Araçatuba, segundo a resposta.
De acordo com as informações fornecidas em resposta ao requerimento, entre os exames, ultrassonografia geral, colonoscopia, colposcopia e endoscopia possuem prazo de espera de mais de um ano, porém, não foi especificado o tempo exato.
Exames de videolaringoscopia e ecocardiograma possuem período de espera de menos de um ano, além de exames de ultrassonografia obstrétrica, mamografia, ressonância magnética e tomografia possuem livre demanda.
Entre as consultas com especialistas, aquelas que possuem o maior tempo de espera são com cirurgião geral, neurologia, neurologia pediátrica, pneumologista, proctologista, reabilitação auditiva e intelectual e reumatologia. Todas elas com tempo de mais de um ano de espera, também não especificado pela prefeitura.
Já o tempo de espera para todas as avaliações cirúrgicas é de mais de um ano. Avaliações de otorrinolaringologia, ortopedia, oftalmologia, urologia e ginecologia estão entre as listas na resposta ao requerimento.
Ainda na resposta, a prefeitura diz estar em tratativas com o governo do estado e com o DRS II, o departamento regional de saúde para a resolução do problema.

Vereador critica resposta “evasiva”
O vereador Lucas Zanatta (PV), autor do requerimento enviado à prefeitura, a resposta do poder público foi subjetiva e evasiva, já que não especifica o tempo de espera de cada especialista, apenas cita que a espera é de mais de um ano.
“A resposta que eu recebi é bem evasiva, subjetiva, mais de um ano, menos de um ano. Mas nós vamos ficar no pé porque de certa forma é o vereador que convive dia a dia perto da população sentindo esse drama. Mesmo sendo uma responsabilidade do governo do estado, nós vamos continuar cobrando para que o prefeito consiga melhorar a interlocução com o governador neste sentido, porque a demanda só piorou”, opinou o parlamentar.
Para Zanatta, já era esperado um número alto de pacientes na fila de espera devido ao período da pandemia, que paralisou esse tipo de atendimento em razão dos casos graves de covid-19.
Ele, porém, cobra mais ação do poder público municipal, do estado e do departamento regional de saúde para diminuir a fila de espera.
“Infelizmente nós já esperávamos que os números fossem altos, até devido à paralisação pelo período da pandemia. É necessário que haja um trabalho mais consistente por parte do governo do estado, que é responsável pelo AME e pela Santa Casa”, afirmou o vereador. Ele ainda criticou a diminuição dos repasses à Santa Casa no início do ano. “Houve uma redução de 3% no repasse das Santas Casas, e todo mundo sabia que era uma demanda enorme, não só devido à pandemia, mas também as filas que já existiam antes do período da pandemia”, afirmou.

Espera desde 2015
Há cerca de um mês, o jornal O LIBERAL REGIONAL publicou matéria que citava a luta do funcionário de supermercado Daniel Alves dos Santos, que aguardava desde 2018 e que aguardava cirurgia ortopédica, após apresentar problemas em seus dois joelhos. Naquela ocasião, uma atendente da secretaria de saúde afirmou que havia pacientes na fila de espera desde 2015.
O morador aguardava o procedimento pelo SUS desde 2018, e disse que a atendente da Secretaria de Saúde disse que, caso aceitasse o seu segundo encaminhamento médico, ele teria que começar a espera toda novamente.
“Eu já estou esperando desde 2018, se eu começar do zero quando eu vou ser atendido? Quando eu perder as duas pernas”, questionou o morador.
Segundo Daniel, a atendente também informou que há casos como o dele na fila de espera desde 2015 e ainda não conseguiram atendimento.

 

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