Diego Fernandes – Araçatuba
O provedor da Santa Casa de Araçatuba, Petrônio Pereira Lima, espera pela regionalização dos atendimentos de saúde para voltar a praticar de forma integral os atendimentos de alta complexidade no hospital.
A fala foi dada por ele em depoimento ao site Valor Econômico, em matéria publicada nesta sexta-feira. Segundo ele, o secretário de estado da saúde, Eleuses Paiva, prometeu a implantação desta regionalização ainda em 2023. Atualmente, a Santa Casa de Araçatuba é referência em alta e média complexidade para mais de 40 municípios da região de Araçatuba.
“Nossa esperança em voltar a praticar integralmente a alta complexidade reside no projeto do governo do Estado, que pretende implantar a regionalização dos atendimentos. O secretário da Saúde, Eleuses Paiva, pretende colocá-lo em prática ainda neste ano e defende que os casos de média complexidade sejam atendidos nos hospitais de origem do paciente ou naqueles que são referências de atendimentos às suas regiões”, afirmou Petrônio à publicação.
O motivo da citação do problema da Santa Casa de Araçatuba na reportagem foi o fato de o presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp), Edson Rogatti, ter citado Araçatuba como um problema nesta questão, por ser o único hospital da região credenciado para atendimento de alta complexidade.
A Santa Casa de Araçatuba trabalha atualmente com déficit mensal de R$ 2,1 milhões e, em 2022, teve um prejuízo de R$ 25,4 milhões em suas operações. Segundo o provedor da Santa Casa, 80% da atuação do hospital tem sido na média complexidade para atender demanda de outros hospitais da região.
Intervenção
A matéria ainda cita que 46 das 409 Santas Casas do estado de São Paulo estão sob intervenção e com seus diretores afastados. Esse é o caso dos municípios de Birigui, Penápolis e Andradina, todos estão com suas respectivas prefeituras administrando também às Santas Casas locais.

