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    Home»Cidades»Araçatuba»Presos na Operação Vida Fácil são condenados a mais de 20 anos de prisão
    Araçatuba

    Presos na Operação Vida Fácil são condenados a mais de 20 anos de prisão

    By marcio123rocha23 de maio de 2023Nenhum comentário3 Mins Read
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    OPERAÇÃO – Polícia Federal deflagrou Operação Vida Fácil em novembro de 2021
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    Diego Fernandes – Araçatuba

    Três réus da região foram condenados pela Justiça Federal de Araçatuba por fraude no Auxílio Emergencial. Os três foram detidos por policiais federais durante as fases da Operação Vida Fácil, que investigou a atuação de uma organização criminosa que fraudava o benefício do governo.

    Um morador de Araçatuba, Adolfo Henrique França, de 29 anos, e dois moradores de Birigui, Bruno Mariano Baggio, de 28 anos, e Wesley dos Santos Carvalho, de 39, receberam penas acima dos 20 anos.

    Os biriguienses foram condenados a 21 anos e 4 meses de prisão em regime inicial fechado, enquanto o araçatubense foi condenado a 20 anos, 9 meses e 25 dias de prisão.

    Além deles, outras três pessoas, sendo dois moradores de Maringá (PR) e um de Lençóis Paulista (SP), também foram condenados à mesma pena dos biriguienses.

    Eles foram condenados por organização criminosa e furto. Além disso, todos terão que pagar de multa o valor de cinco salários mínimos da época em que os fatos ocorreram, entre os anos de 2020 e 2021.

    De acordo com as investigações, 32 pessoas estão envolvidas no furto dos recursos do auxílio emergencial. A prática era feita por meio de fraude eletrônica.

    Os denunciados eram divididos em três grupos e faziam o cadastramento de pedido do auxílio em nome das vítimas que não sabiam disso. O governo emitia o pagamento, que ficava no aplicativo Caixa Tem. A quadrilha, que tinha acesso aos dados das vítimas, fazia o cadastro no app Caixa Auxílio Emergencial, e tinham os valores creditados na conta poupança digital, conseguindo movimentar os recursos.

    Último preso

    Na terça-feira da semana passada, dia 16 de maio, a Polícia Federal prendeu, até aqui, o último investigado pela Operação Vida Fácil, que chegou à sétima fase.

    Ele foi preso com um revólver e munições e vai responder criminalmente por posse ilegal de arma de fogo. Segundo à polícia, ele segue à disposição da Justiça.

    Primeira fase

    A Operação Vida Fácil começou a ser colocada em prática novembro de 2021, quando foram expedidos 54 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de prisão preventiva pela Justiça Federal de Araçatuba. Os mandados foram cumpridos em Araçatuba, Birigui, São José do Rio Preto, Marília, Bauru, Anápolis (GO) e Maringá (PR).

    A ação foi colocada em prática por cerca de 210 policiais federais. As investigações começaram após informações da Unidade de Repressão às Fraudes ao Auxílio Emergencial da Polícia Federal em Brasília.

    A estimativa é que os grupos tenham conseguido fraudar pelo menos R$ 10 milhões em pagamentos feitos pelo governo federal como forma de benefício, entre os anos 2020 e 2021, durante a pandemia de covid-19.

    As investigações confirmaram que duas organizações criminosas especializadas na prática de furto, mediante fraude, do benefício assistencial, com base na cidade de Birigui estavam agindo não só na região de Araçatuba, mas também em outros Estados. Os líderes dos grupos criminosos ostentavam alto padrão de vida, adquirindo veículos de luxo e imóveis.

    A pedido da PF, a Justiça Federal decretou, além das buscas e prisões, o bloqueio de bens e valores dos investigados objetivando garantir a restituição dos valores desviados para os cofres públicos.

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