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sexta-feira, junho 24, 2022

PONTO DE VISTA

BURNOUT, QUALIDADE DE VIDA E SAÚDE

Paulo Augusto Leite Motooka

Expressão empregada desde a década de 70, cuja tradução do inglês, “burn” quer dizer queima e “out” exterior. Também conhecida como “síndrome do esgotamento profissional”. O Ministério da Saúde conceitua como sendo “um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são emocionalmente exigentes e/ou estressantes, que demandam muita competitividade ou responsabilidade”.
Necessariamente sua causa deverá decorrer do ambiente de trabalho e pode resultar em estado de depressão profunda. Estão mais sujeitas às pessoas cujos recursos internos estejam fragilizados para lidar e resistir ao estresse no trabalho, resultante de carga horária excessiva, cansaço profundo, falta de reconhecimento dos superiores, excesso de responsabilidade e etc.
Pesquisadores dizem que a síndrome de Burnout, pode ser considerada como uma síndrome da desistência, uma vez que a pessoa passa a desistir de investir em seu trabalho e nas relações afetivas com os colegas (isolamento, solidão, falta de tempo) que naturalmente se estabelecem no ambiente.
Os sintomas físicos normalmente manifestam-se por meio de um cansaço generalizado, dores de cabeça, dores nas articulações, tonturas, insônia, gastrites, hipertensão, entre outros. O diagnóstico pode ser difícil considerando que fatores diversos como o estresse fora do trabalho, fadiga e falta de motivação também levam à desistência, logo pode ser confundido com outras doenças. Por outro lado, os sintomas psíquicos caracterizam-se por meio de um estado de ansiedade, irritabilidade, apatia, baixa autoestima, tristezas, etc.
Nestas condições o trabalhador não encontra mais sentido no trabalho e passa a acreditar que qualquer esforço, além de extenuante, parecerá inútil e sem qualquer propósito. Daí porque os sintomas no trabalho serão: absentismo ou perda de trabalho. Fica simples perceber que o EU Biológico, Social e Psicológico estão descompensados e assim um interferindo no equilíbrio do outro.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reclassificou a síndrome de Burnout, tirando-a do capítulo dos transtornos depressivos e considerando-a como um “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso”. Como se vê essa síndrome relaciona-se com saúde de modo negativo, logo afetando a Qualidade de Vida e o bem-estar do Eu Biológico, Psicológico, Social e Espiritual.
Para melhor enfrentar a situação recomenda-se a procura de um profissional capacitado que possa ajudar no desenvolvimento dos recursos psicoemocionais e físicos para a pessoa lidar mais adequadamente com a situação e tornar a vida mais aprazível.

Coronel PM PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA
Comandante do Policiamento Ambiental do Estado de São Paulo
Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública
Especialista em Direito Ambiental e Bacharel em Psicologia

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