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Araçatuba
quinta-feira, maio 19, 2022

Polícia Civil prende mais quatro envolvidos no desvio de dinheiro da saúde

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Nessa quinta-feira (14), policiais da Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Araçatuba, com apoio de policiais de Bauru, desenvolveram mais uma fase da Operação Raio X, por meio da qual é investigado esquema de desvio de dinheiro da saúde por meio de contratos fraudulentos feitos por organizações sociais de saúde (OS Santa Casa de Birigui e OS Santa Casa de Pacaembu). Foram cumpridos quatro mandados de prisão preventiva e mais um foi encaminhado ao CDP de Lavínia, onde o médico Cleudson Garcia Montali (47 anos), já condenado a mais de 200 anos de prisão, está recolhido.

De acordo com nota da Polícia Civil, os mandados foram expedidos em processo que tramita na 1ª Vara Criminal de Carapicuíba em apuração de crimes de peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os mandados foram cumpridos em Birigui, Salto, Agudos e São Paulo, além de encaminhado ao Centro de Detenção Provisória, em Lavínia.

A reportagem teve informação de que em Birigui foi preso Raffael Valle Coca Moralis, 38 anos; Osvaldo Coca Morallis, 64, foi preso em São Paulo; Fernando Rodrigues de Carvalho, 59 anos, foi preso em Salto e em Agudos, os policiais prenderam Régis Soares Pauletti, de 51 anos. Cleudson Montali já estava preso em Lavínia.

Os investigados respondem também em processos que tramitam em outras cidades e alguns já têm condenações.

 

A OPERAÇÃO

A Operação Raio X foi deflagrada no dia 29 de setembro de 2020 no âmbito de investigação feita pela Polícia Civil e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público do Estado de São Paulo para apurar possíveis crimes de desvio de dinheiro da área de saúde por meio de contratos feitos pelas organizações sociais de saúde. As OSs tinham contratos em Birigui, Penápolis, Araçatuba, Carapicuíba e até mesmo no Pará, onde há investigação em curso pela Polícia Federal. As autoridades estimam que a organização criminosa teria desviado R$ 500 milhões. Cleudson Montali é apontado como líder da organização.

 

 

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