Da Redação – Araçatuba
O ministro Alexandre Padilha vai se reunir em Brasília com diretores da Santa Casa de Araçatuba e o Ministério da Saúde para dar prosseguimento aos pedidos relativos à pasta e constam de uma pauta de demandas que recebeu neste sábado (12) ao visitar o hospital. A reunião deverá ser realizada entre os dias 15 e 17 deste mês.
A aquisição de mais um acelerador linear, equipamento utilizado no tratamento radioterápico de pacientes com câncer, o credenciamento da instituição como Hospital de Ensino, e aumentos do Teto Mac (média e alta complexidades) e do teto financeiro para o Serviço de Oncologia estão dentre as reivindicações apresentadas hoje pela diretoria do hospital.
“Vamos trabalhar para o hospital ter a ampliação do serviço de radioterapia, levando essa demanda para o Ministério da Saúde que está começando um plano de expansão”, disse Padilha após ouvir as explicações do médico radioncologista Alersonm Molotievschi, que integra a equipe da Central de Radioterapia, sobre a necessidade de mais um acelerador linear para o Serviço de Oncologia, referência para 40 municípios da região.
O acelerador linear em uso tem 10 anos de existência e foi doado para Santa Casa de Araçatuba em 2013 pelo então ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “O equipamento poderia passar por um upgrade, porém o mais indicado é o hospital ter um segundo acelerador linear. Isso possibilitará atender 60% a mais de pacientes”, explicou Molotievschi.
A Central de Radioterapia atende médias de 65 a 75 pacientes por dia, sendo 18 casos novos por semana. Com apenas um equipamento, a unidade registra demanda represada e fila de até 60 dias para que os novos pacientes iniciem os tratamentos. “Esta espera gera muita ansiedade e sofrimento aos pacientes”, argumentou o médico ao ministro.
De acordo com Molotievschi, a Sociedade Brasileira de Radioterapia preconiza um acelerador linear para cada grupo de 400 a 420 mil habitantes. “A área para qual a Santa Casa é referência em tratamento oncológico é mais que dobro do recomendado, aproximadamente de 850 mil pessoas”, argumentou ao ministro.
Se o Ministério da Saúde doar o acelerador, o hospital não precisará construir uma nova casamata para recebê-lo. O prédio da Central de Radioterapia foi construído em 2012 já com espaço no abrigo com isolamento radioativo para instalação de mais um equipamento.
Dívida bancária
O congelamento por seis meses dos pagamentos de parcelas de empréstimos contraídos pelo hospital nos últimos anos junto aos bancos oficiais foi outro pedido que a diretoria da Santa Casa de Araçatuba apresentou ao ministro Alexandre Padilha.
“Já fizemos isso quando estivemos no Ministério da Saúde e poderemos fazer outra vez”, afirmou Padilha ao ser informado pelo provedor Petrônio Pereira Lima de que a demanda tem o apoio da Confederação das Misericórdias do Brasil (CMB), pois de acordo com o presidente Mirocles Véras, representa a causa do endividamento da maioria dos hospitais do país.
A CMB também defende a substituição da Taxa Selic, por outro indexador de correção. Os financiamentos feitos pela Santa Casa de Araçatuba junto à Caixa Econômica Federal são corrigidos pela Selic, que em junho foi fixada em 13,25% ao ano.
A dívida da Santa Casa de Araçatuba com empréstimos bancários é de R$ 106 milhões e o pagamento das parcelas compromete as receitas. “Uma pausa de seis meses nos pagamentos dos financiamentos dará o folego financeiro que o hospital precisa para colocar em dia os pagamentos dos médicos e fornecedores”, explicou o provedor.
Emendas
Outro pedido diretamente ligado ao Ministério das Relações Institucionais apresentado pela diretoria da Santa Casa ao ministro Alexandre Padilha é a liberação do pagamento de emendas parlamentares já empenhadas e que aguardam repasses do Governo Federal.
As emendas apresentadas por seis deputados federais e pela Bancada Paulista totalizam R$ 3,6 milhões e são destinadas ao custeio e incremento temporário do Teto Mac. Somente uma delas é direcionada para investimentos em equipamentos.

