DECISÃO - Sentença do juiz foi prolatada nessa quinta-feira (14)

‘Olheira’ do tráfico que zombou da polícia é condenada

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DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

T.G.M., que confessou ser ‘olheira’ e ‘campana’ do tráfico e que zombou da polícia ao deixar a audiência de custódia, foi condenada a 2 anos de prisão. No entanto, o juiz que a condenou converteu a pena privativa de liberdade em prestação de serviço à comunidade. Na mesma decisão, também foi condenada a outra olheira, K.C.F.S.. Porém, a sua pena de 2 anos foi convertida em pagamento de um salário mínimo a uma entidade.  Já M.R.Q.F. foi condenado a seis anos de reclusão em regime inicial fechado, mais multa.

No dia 9 de abril deste ano, após receberem denúncia quanto ao tráfico em uma residência no Bairro São José, policiais militares foram para o local e abordaram M.R.Q.F. com ele ols policiais apreenderam cinco porções de maconha, além de R$ 96,00 em notas diversas. O rapaz com o qual ele conversava, disse posteriormente que estava no local para comprar uma porção de maconha e que a transação não foi feita devido à chegada dos policiais.

Em vistoria na residência, os policiais encontraram maconha dentro da garrafa de café e mais um caderno de anotações. Com auxílio de cão do canil, em um terreno mais 11 pedras de crack, além de centenas de micro tubos plásticos vazios, utilizados no tráfico,

Durante a ação, as duas mulheres, T.G.M. e , K.C.F.S. foram abordadas. Com elas foram apreendidos três telefones. Com T. a polícia apreendeu R$ 280,00. O dinheiro estava na capa do celular. As mulheres disseram que eram “olheiras” e “campanas” do tráfico e que atuam para alertar traficantes da presença da polícia. Elas também disseram que M.R.Q.F, vendia droga. Temendo represálias, não disseram o nome dos demais traficantes.

Os três foram levados ao plantão policial e autuados em flagrante. Na audiência de custódia, as mulheres foram liberadas. 

“Insta destacar aqui a certeza da impunidade que reina no País; sem um mínimo de escrúpulo e acreditando que aqui “não vira nada”, solta na Audiência de Custódia, a ré T.G.M. foi até a rede social Facebook, fazer uma filmagem que viralizou dizendo: “eu sou campana, todo mundo sabe que eu sou campana”, acrescentando, ainda, que estava lá “atrapalhando o serviço dos cara”, referindo-se aos policiais militares. Interessante notar que defendeu os traficantes do local, desdenhando do difícil trabalho policial; todavia, após ser presa, não teve nenhum “apoio” dos tais traficantes, tanto que nem mesmo teve patrocinada sua defesa, tendo que se socorrer do Estado para nomeação de advogada para fazer sua defesa; ou seja, a sofrida sociedade é que teve ainda que pagar a advogada dos réus”, disse o magistrado na sentença.

Como houve entendimento de que as duas mulheres apenas colaboraram com o tráfico e devido ao fato de serem primárias, foram condenadas a apenas dois anos de prisão, com benefício de conversão da pena.

 


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