FERNANDA COLLI
Antes de mais nada, precisamos determinar o que queremos para nossa vida. Posterior a isso, se você é um amante das artes literárias como eu, precisa ter a consciência de que quando você escreve um texto e o publica, todos os desejos, ensinamentos, fatos ou conselhos, sejam eles positivos ou não, são transmitidos para o leitor. Isso é uma grande responsabilidade.
Há alguns anos me falaram que meus textos são muito óbvios, muito positivos e talvez as pessoas não teriam o interesse em lê-los pois, eram sem graça. E foi quando comecei a me preocupar.
Por que incomoda tanto sermos verdadeiros e termos um desejo ardente de que as pessoas sejam felizes? Por que falar de amor, esperança e a incitação do bem não atraem públicos?
Acompanhando todos os acontecimentos tristes e felizes de nossa história, percebi que infelizmente as pessoas têm dado mais atenção para o negativo, tornando meus textos, mesmo mergulhados na fonte da obviedade, ideias longe de se concretizarem. Era para ser diferente.
Se meus textos fossem tão óbvios, todas as sugestões por eles dado seria corriqueira, mas vejo que cada vez que falo sobre felicidade e amor, parece que desvendo um segredo guardado a sete chaves.
Quando escrevo a você caro leitor, meu objetivo é que você termine meu texto com um fôlego a mais, encorajado a nunca desistir. É desejar que todos os leitores abandonem a casca que vestem diariamente por alguns minutos e possam fazer uma breve reflexão do que buscam, através das minhas escritas óbvias.
Vamos dar audiência para as coisas boas, para o bem e para o altruísmo. O mal só existe porque tem plateia para aplaudi-lo.
Que sejamos óbvios, monótonos e até mesmo sem graça, se estamos felizes e em paz, adjetivos levianos não importam. A nossa luta diária é para não nos tornarmos seres de má fé e incrédulos no amor.
Fernanda Colli pedagoga, psicopedagoga, Arte Educadora, presidente do Conselho Municipal de Cultura e membro da Academia Araçatubense de Letras

