Da Redação – Araçatuba
Após a prisão de três pessoas nesta semana pela Polícia Civil por suposto golpe imobiliários, mais duas vítimas procuraram a polícia para denunciar que teriam caído neste golpe na cidade.
Segundo os boletins de ocorrência registrados, as vítimas contrataram a empresa que anunciava os imóveis nas redes sociais e oferecia crédito imobiliário. Elas fizeram os pagamentos e descobriram problemas nas negociações posteriormente. A empresa contratada é localizada no mesmo escritório que foi alvo de buscas durante os mandados cumpridos nesta semana.
Em um dos boletins de ocorrência, que foi registrado na quinta-feira (15), um casal relatou que encontrou o anúncio pelo Facebool e teriam assinado um contrato com a empresa pagando R$ 30.152,43 como entrada da suposta compra de uma carta de crédito, que tinha promessa de liberação de R$ 293.402,64. O contrato previa o pagamento de 300 parcelas de R$ 1.268,70.
O casal soube da operação envolvendo integrantes desta empresa nesta semana e foram à delegacia registrar a ocorrência.
Outro caso
Em outro boletim de ocorrência, registrado no mesmo dia, outras vítimas afirmaram ter pago uma entrada de R$ 19 mil para liberação da carta de crédito de R$ 225 mil para aquisição de um suposto imóvel que estaria à venda.
Segundo as vítimas, elas só souberam que estavam contratando uma carta de crédito no momento da assinatura, e que algumas condições do contrato eram diferentes daquelas acordadas anteriormente em conversas iniciais.
Com as informações da semana, eles compareceram à Polícia e registraram a ocorrência com os comprovantes de pagamento.
Caso
Três pessoas foram presas na manhã de terça-feira (13), em Araçatuba, em ação da Polícia Civil relacionada à investigação sobre possível caso de fraude envolvendo ofertas de imóveis anunciados na internet.
Um mandado de busca já havia sido cumprido na semana retrasada em um escritório que seria utilizado pelos investigados detidos, onde eles receberiam os interessados nos anúncios, sendo que ele está no nome de uma mulher, que foi uma das pessoas detidas. No mandado foram apreendidos objetos como aparelhos de celular, anotações contábeis e outros dispositivos eletrônicos.
O caso está sendo investigado pela Central de Polícia Judiciária através do Setor de Crimes Virtuais, comandado pelo delegado Leandro Teófilo.
Segundo informações da própria Polícia, as vítimas estavam sendo atraídas por falsos anúncios de imóveis fictícios realizados no Facebook que, na realidade, não estavam à venda. Após serem levadas a acreditar na oferta, as vítimas eram convencidas a dar uma entrada para participar de um suposto consórcio, com uma promessa falsa de liberação de crédito em até 90 dias, sendo então enganadas.

