PEDRO CÉSAR ALVES
Fiquei pensando sobre o que escrever – quando se está há um bom tempo ‘dentro de casa’, poucos assuntos se têm (ou não). Eu – por exemplo, quase não assisto TV, pelo motivo de não gostar (ligo para jogos, principalmente do meu time – o Palmeiras e diga-se que, na Copinha já tem duas vitórias, classificado para a próxima fase e na busca do tricampeonato seguido). Porém, pelo outro lado, leio e pesquiso muito.
Quando abri para pesquisar sobre as tendências para 2024 na área da escrita 9interessante pesquisa), algumas ‘influências / fatores’ surgiram na tela, tais como o avanço da tecnologia, as mudanças sociais e culturais, as preocupações ambientais – dentro de uma escrita que requer boa aplicação. E por que boa aplicação? Pelo simples motivo do leitor estar ‘preocupado’ com o que lê (ou seja, o leitor cuidadoso se atenta realmente para o que está a ler).
Dentro desta perspectiva, as narrativas imersivas, inclusivas e de impacto me pareceram sólidas para o momento (e outras que podem se tornar populares se houver aplicação mais profunda, consistente da parte de quem as produz – o escritor: este cativar o público leitor com narrativas de romances epistolares ‘reinventados’ – nova roupagem, que explorem as tecnologias, que abordem questões ambientais e sociais). É de se pensar – creio eu…
Pesquisando mais a fundo: nas narrativas imersivas os leitores estão procurando experiências mais envolventes e imersivas na Literatura – e isso pode levar a um aumento na popularidade de narrativas interativas, narrativas transmídia e narrativas que exploram novas tecnologias, como realidade virtual e realidade aumentada; nas narrativas inclusivas os leitores estão procurando narrativas que sejam mais inclusivas e representativas da diversidade da sociedade – e isso pode levar a um aumento na popularidade de narrativas escritas por autores de diferentes origens, gêneros, etnias e orientações sexuais; e nas narrativas de impacto os leitores estão procurando narrativas que tenham um impacto positivo no mundo – isso pode levar a um aumento na popularidade de narrativas que abordam temas como sustentabilidade, justiça social e igualdade.
Eu, particularmente, assumo que os textos mais curtos (cartas, crônicas, pequenos contos) são os meus preferidos. Ler, reler – e reinventar (talvez). Esta semana revendo ‘os vários pen drives’ que tenho, encontrei um arquivo datado de 2016 – 1ª Edição de ‘Cartas que escrevi a um ET’, com várias cartas direcionadas a um suposto leitor – um ET (ou… desconhecidos leitores). Fiz uma rápida revisão (repaginei – incluindo a capa e vou disponibilizá-lo no meu site esta semana. Creio que é uma maneira de comunicar com o mundo, de expor ao mundo o que se pensa através de um direcionamento rápido (e – pode até ser estranho, há leitores que se ‘dedicam a responder’ – o que eu acho incrível!
Os romances epistolares ‘reinventados’, que contam histórias por meio de cartas, diários e outros documentos, estão sendo reinventados com a integração de formatos digitais; as narrativas que exploram a tecnologia estão sendo usadas por muitos escritores: novas maneiras de usar a tecnologia para contar histórias, incluindo a realidade virtual, a realidade aumentada e os chatbots; e as narrativas que abordam questões sociais e ambientais – pelo que percebo o mundo, nunca entrarão em ‘desuso’, pelo contrário, cada dia mais as questões sociais e ambientais estão em alta (tais como: a desigualdade, a mudança climática e a justiça racial).
Percebendo tudo – tipo um fechamento do que escrevi acima: as pesquisas apontam, concretizar são outros. Porém, sabemos que tudo é rápido, transitório, imprevisível. Mas, são ‘visões’ possíveis dentro do caminho da escrita!
Prof. Me. Pedro César Alves.

