POR VÁRIOS LUGARES - Presentes podem ser encontrados em diferentes lugares de Araçatuba e Birigui

Moradores de Araçatuba e Birigui poderão encontrar, em qualquer canto, um livro de presente

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Imagine andar pelas ruas e avenidas das maiores cidades da região e, de repente, deparar com um pacote de presente sem dono? Certamente, muitas pessoas vão ficar curiosas em saber o que tem lá. Cenas como essa começaram, ontem, a fazer parte do cotidiano de Araçatuba e Birigui. Quem abre os embrulhos encontra um livro. E melhor: pode levá-lo para casa sem precisar procurar de quem era nem pagar um tostão pelo achado.

Promover situações como essa está na proposta do projeto “Por um Mundo Melhor pela Leitura”, desenvolvido pelo Grupo Damásio Educacional, presente nos dois municípios da região. Por meio dessa iniciativa, moradores de ambas as localidades poderão encontrar obras literárias abandonadas propositadamente embrulhadas. Elas estarão em espaços aleatórios, como praças, supermercados, pontos de ônibus, centro e bairros.

A ação teve início na semana em que se comemorou o Dia do Leitor – 7 de janeiro. No total, a instituição educacional conseguiu juntar mais de 200 livros, todos doados por seus próprios gestores – a jornalista e professora Ayne Regina Gonçalves Salviano e seu marido, o advogado Maurício Salviano, juntamente com seus dois filhos. Nesse emaranhado, é possível encontrar títulos voltados para crianças, jovens e adultos, novos ou usados, mas todos em bom estado de conservação.

Ayne tem expectativa de avançar com esse trabalho. Mas, para isso, a participação da comunidade é fundamental. Como na primeira etapa foi feita com a distribuição de livros da biblioteca particular da família, a expectativa, agora, é encontrar doadores para participarem do projeto. “Todos os livros foram nossos. Mas esperamos arrecadar mais com doações”, diz Ayne.

INSPIRAÇÃO

A educadora explica que a ideia surgiu de um movimento mundial denominado “Esqueça um Livro”. Nele, todas as pessoas são convidadas a esquecerem um livro em locais de fácil acesso como metrôs, pontos de ônibus e bancos de praças. Ayne destaca que até personalidades como a atriz Emma Watson, que interpretou a personagem Hermione na saga Harry Potter, participam da ação.

O movimento tem ganhado repercussão nos países mais desenvolvidos. Os organizadores, porém, não têm um acompanhamento de quantos livros já chegaram às pessoas. Sabem apenas que são repassados.

No caso da região, acredita a professora, o mais importante é propiciar o acesso à leitura para quem não tem condições de comprar livros. “Nosso objetivo é motivar as pessoas. Como professores e profissionais que trabalham com a educação, temos plena convicção que a saída para todos os problemas nasce com o conhecimento”, acredita ela. Não é à toa que os “premiados”, ao abrirem o livro, encontram uma mensagem, sugerindo que, ao término da leitura, a pessoa repasse a obra para outro leitor. “Os brasileiros leem pouco. As últimas pesquisas mostram que principalmente os mais ricos e mais cultos estão deixando de ler. Isso é uma pena”, complementa.

 

 

Pandemia impulsionou venda de livros no Brasil

 

A pandemia do novo coronavírus, transmissor da covid-19, que levou as pessoas a ficarem em isolamento social como forma de prevenção, fez o nível de leitura aumentar no Brasil em 2020. Isso, mesmo num ano em que as livrarias chegaram a ficar quase cem dias com as portas fechadas. A constatação é do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. Segundo a entidade, o crescimento começou em julho.

Naquele mês, houve aumento de 17% no faturamento em relação ao mesmo mês de 2019. Já entre 7 de setembro e 4 de outubro (a pesquisa faz confronto por semanas) o setor assinalou alta de 7,31% nas receitas, com a venda de 3,17 milhões de exemplares.

Apesar dos números, a coordenadora do projeto de incentivo à leitura desenvolvido pelo Damásio acredita que criar nas pessoas o hábito de ler ainda é um desafio.

“Para melhorar o nível de leitura, acredito que é preciso haver ações como essa que estamos fazendo, de doações de livros”, diz ela. “Também é preciso instalar pontos de leituras em locais públicos, por exemplo as praças. Precisamos valorizar mais nossas bibliotecas públicas. Mas, principalmente, desenvolver a literária familiar. Os pais, avós, tios, todos os parentes mais velhos devem instigar as crianças a lerem, contarem histórias, escreverem seus próprios livros…”, avalia.

 

 

 

 


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