DESTAQUE - Como no mês anterior, em fevereiro, Birigui puxou o bom desempenho da economia regional ARQUIVO O LIBERAL

Maiores cidades da região criam 1,5 mil empregos com carteira assinada

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ARNON GOMES – ARAÇATUBA

Somente em fevereiro deste ano, as maiores cidades da região criam, juntas, 1.585 vagas de trabalho com carteira assinada. Os números, divulgados ontem pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia, mostram que, pelo segundo mês consecutivo, os cinco municípios mais populosos contrataram mais do que demitiram – em janeiro, o saldo fora de 1.079. A alta na criação de oportunidades foi de 46,8% em relação ao primeiro mês de 2021.

Como em janeiro, o bom desempenho foi puxado pelo saldo positivo de Birigui, o maior constatado na região. O levantamento mostra que, no segundo mês do ano, o Polo Calçadista Infantil abriu 782 vagas, crescimento de 56,4% na comparação com janeiro. Dessa forma, o município acumula a geração de 1.282 empregos nos dois primeiros meses do ano.

Líder na geração de emprego regional, Birigui viu praticamente todos os setores fecharem no azul, com exceção da construção. Em fevereiro, as empresas locais contrataram 1.655 trabalhadores e demitiram 873. A indústria continuou a liderar nas contratações, apresentando saldo de 348 postos de trabalho no mês. Em seguida, se destacou o setor comercial com 246 empregos e, na terceira posição, serviços com saldo de 210.

Depois de Birigui, destaca-se Araçatuba. A maior cidade da região encerrou fevereiro com saldo de 427 empregos formais criados.  Com exceção do agropecuário, todos os demais setores fecharam o segundo mês do ano com resultado positivo. O destaque no município foi o segmento de serviços, com saldo de 257 postos de trabalho.

Outros dois municípios que tiveram resultado positivo foram Penápolis e Lins, com 212 e 178, respectivamente. Das maiores economias regionais, apenas Andradina terminou com mais demissões do que admissões: menos 14, no período pesquisado. De acordo com o Caged, a cidade, que até o ano passado liderava nas contratações, registrou 647 contratações e 661 demissões. Apresentaram saldo positivo os segmentos da construção, comércio e serviços. Por outro lado, os setores que tiveram saldo negativo foram a indústria e o setor agropecuário.

NA MESMA LINHA

Para o economista e especialista em estudos e pesquisas em economia local e regional, Marco Aurélio Barbosa de Souza, os números acompanham o bom resultado observado em todo o Brasil em fevereiro. Para o professor universitário, pode ser considerado expressivo o saldo positivo de 401.639 empregos do País em fevereiro, levando-se em conta que, sob o ponto de vista macroeconômico, a economia brasileira ainda enfrenta uma conjuntura adversa em decorrência dos efeitos negativos da crise pandêmica.

“É um resultado favorável e importante, porém, os dados do Caged de março, que serão publicados em abril, serão importante para a visualização da tendência e da consolidação dos rumos da economia no primeiro trimestre, haja vista os sinais de arrefecimento do crescimento econômico captado pelos principais indicadores econômicos do País, com destaque para a revisão da expectativa de crescimento econômico (PIB) para 2021, hoje em 3,18%”, analisou Barbosa, em entrevista ao jornal O LIBERAL REGIONAL.

Na avaliação do professor, um aspecto positivo foi que todos os grandes segmentos produtivos apresentaram crescimento, puxados, principalmente, pelos setores de serviços, ramo bastante impactado pela crise.

Resultados semelhantes foram observados no comportamento do mercado regional de trabalho, com equilíbrio na geração de empregos entre os setores produtivos, situação importante e favorável porque favorece a recuperação econômica de forma mais equilibrada.

 

 

 

País registrou o maior crescimento já observado em fevereiro

 

Os mais de 400 mil empregos criados no Brasil resultaram de 1.694.604 admissões e 1.292.965 desligamentos de empregos com carteira assinada registradas em fevereiro. O crescimento foi o maior para o mês, de acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes.

“Mais uma vez, o vigor da economia brasileira, a resiliência da economia brasileira surpreendendo as expectativas”, disse, durante coletiva virtual de divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). “São 400 mil novos empregos, recorde para o mês de fevereiro, é o que indica que estamos, definitivamente, no caminho certo do ponto de vista da recuperação da atividade econômica”, completou.

O mês de fevereiro, entretanto, não contempla o período de intensificação das restrições das atividades, impostas por diversos estados e municípios para o enfrentamento à nova onda de casos de covid-19. Nesse sentido, para Guedes, o foco do governo agora deve ser a vacinação em massa da população, “principalmente dos 40 milhões de brasileiros do mercado informal”, que é o grupo mais vulnerável que foi atendido pelo auxílio emergencial do governo federal.

De acordo com o ministro, cerca de 10% das novas admissões, 173 mil vagas, foram no setor de serviços, que é o mais sensível também para a informalidade. “Nós precisamos vacinar em massa para que o brasileiro informal, os quase 40 milhões de invisíveis, não fique nessa escolha cruel entre sair [para trabalhar] e ser abatidos pelo vírus ou ficar em casa e ser abatido pela fome”, disse.

Com a intensificação da vacinação a partir do próximo mês, segundo ele, a população idosa estará praticamente toda vacinada, “o que significa que deve cair vertiginosamente a taxa de óbitos” por covid-19 e, então, “podemos pensar no retorno seguro ao trabalho, para que impacto [na economia] dessa vez seja menos profundo do que foi o baque em abril do ano passado”.

SÃO PAULO

O Estado de São Paulo também acompanhou a tendência nacional e, no período, criou 128.505 vagas de trabalho com registro em carteira. O número resultou de 563.624 admissões, contra 435.119 dispensas ocorridas no período. Todos os setores apresentaram saldo positivo no território paulista durante o período.

 

 

BALANÇO REGIONAL

Confira o desempenho na geração de empregos na região em fevereiro.

 

 


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