O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) colocou Araçatuba e outras áreas do estado de São Paulo em alerta devido à baixa umidade relativa do ar esperada para esta semana. A região estava, nesta segunda-feira (11), em situação considerada perigosa, quando o índice fica entre 20% e 12% e se equipara à de um deserto. Neste caso, o risco de incêndios florestais e à saúde são maiores, provocando ressecamento de pele, desconforto nos olhos, boca e nariz. Outras cidades, como Bauru, São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Marília também estão em alerta nesta semana por conta do clima.
O tempo quente e seco deste início de semana deve permanecer durante os próximos 15 dias, é o que aponta o Instituto Climatempo. As temperaturas máximas permanecerão acima dos 30 graus e, durante as tardes, a umidade relativa do ar deverá ficar abaixo dos 30%, índice considerado de risco. No momento há previsão de chuva, de apenas 4 mm, apenas para o dia 25 deste mês. Conforme dados do CIIAGRO (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas), Araçatuba está há 21 dias sem chuva, sendo que a última precipitação, que foi de 17 mm, ocorreu em 21 de agosto.
Quando a umidade do ar está abaixo dos 30% é comum se agravarem doenças como alergias, sinusites, asmas e outras. Para não comprometer a saúde, já que não há previsão de chuva para os próximos dias, as dicas são para evitar exercícios físicos ao ar livre nos períodos de sol mais quente (entre 11h e 15h); umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água; permanecer em locais protegidos do sol sempre que possível e ingerir muita água.
CHUVA E ESTIAGEM
Araçatuba já passou neste ano por período de chuva histórico e, na mesma intensidade, por estiagem histórica. Em maio a cidade registrou 130,2mm de precipitação acumulada em sete dias de chuva, o maior volume para o mês desde 2007, quando choveram 162,4mm. Em junho deste ano foram sete dias de chuva e o acumulado ficou em 31,8mm, sendo que a média é de 41,7mm.
Já o mês de julho não registrou nenhum dia de chuva, situação que só ocorreu nos anos 1998 e 1999. Normalmente, a média para o mês é de 27,2mm, maior apenas que a de agosto, que é de 25,7mm. Nos anos que antecederam a crise hídrica no Estado de São Paulo julho e agosto, os dois meses mais secos do ano, tiveram os piores índices da série histórica do Ciiagro, mas ainda chegaram a acumular precipitação, o que torna este ano uma exclusividade, já que não houve nenhuma chuva.
Outro período de estiagem semelhante a este foi registrado em 1998, quando Araçatuba ficou 45 dias sem chuva (entre 20 de junho e 03 de agosto). Mais recentemente, em 2006 a cidade “secou” por 37 dias entre 28 de junho e 03 de agosto
PERIGO
No último domingo, por volta das 14 horas, próximo do Aeroporto de Araçatuba, as equipes dos bombeiros estiveram empenhadas em um combate incêndio em vegetação. O fogo atingiu área de pastagem e vegetações (bambu) nas proximidades e expôs animais e residências próximas. De acordo com os bombeiros, devido ao calor, ventos fortes e a falta de umidade no ar, os cuidados com focos de incêndio e propagação das chamas devem ser redobrados.
“Orientamos para que não joguem e nem queimem lixo em terrenos; não atirem bitucas acesas de cigarro e não deixem que crianças acessem fogo.”, conclui o Corpo de Bombeiros.
FERNANDO VERGA – Araçatuba



