PRESO - Foragido desde 1998, Regis Fred de Souza usava vários nomes falsos REPRODUÇÃO

Identificado e preso mais um integrante da quadrilha que assaltou a Protege

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ANTONIO CRISPIM – ARAÇATUBA

A Justiça de Araçatuba decretou no fim da tarde de segunda-feira (5), a prisão preventiva de Regis Fred de Souza, 48 anos, que usava vários nomes falsos. Ele era procurado desde setembro de 1998. Além do assalto à Protege, em 16 de outubro de 2017, ele é acusado de participação no assalto à base da Prosegur, em Ciudad del Leste, no Paraguai, considerado o maior da história do país e ainda é suspeito de participação no assalto à Caixa Econômica Federal, em Bauru, em 2018. Regis Fred de Souza é natural de Araçatuba e teve envolvimento com tráfico e depois foi para a região de Campinas, onde teve envolvimento com roubos. Viveu longo período foragido, inclusive na Bolívia. Agora será julgado também pelo assalto à Protege. Em Araçatuba e Ciudad del Leste houve mortes.

De acordo com os promotores criminais de Araçatuba, inicialmente foram identificados 18 participantes do assalto à Protege. Em 27 de agosto de 2018, os promotores ofereceram denúncia em relação a quinze envolvidos porque concorreram para a prática de crimes de latrocínio consumado, de dois latrocínios tentados, de incêndio agravado e de explosão agravado. Também foi oferecida denúncia em relação a outros três envolvidos. Foram condenados oito envolvidos: Sérgio Manoel Ramos, Edimar Murilo da Silva Maximiano, André Luiz Pereira da França, Ramon Alves Ornelas, Edson Januário de Souza, Roni Alves de Oliveira, Marco Antônio Rodrigues Antonieto, Wílson Evaristo Franco. Foram absolvidos William Correa dos Santos Ferreira (colocado em liberdade) e Camila Pereira da Silva, que continua presa por outra condenação (assalto à empresa Rodoban, em Uberaba-MG).

Quanto aos réus Agnaldo Francisco da Silva e Anderson Manoel de Souza, os processos estão conclusos para sentença. Em relação aos réus Rogério Bezerra dos Santos, Roberto Bezerra dos Santos e Luken César Burghi Augusto houve desmembramento e aditamento à denúncia (para adequar a conduta de cada qual e para esclarecer o celular utilizado na época dos crimes). Foi proferida sentença condenatória em relação ao denunciado Roberto Bezerra dos Santos (que se encontra preso). Rogério Santos foi absolvido. Luken César teve desclassificação do crime e liberado, mas com cláusulas.

Os outros três envolvidos identificados inicialmente São Paulo César Assis, Edson Vieira da Silva e Cléber Andrade de Oliveira. O processo foi suspenso. Em 11 de junho de 2021, Cleber Andrade de Oliveira foi capturado em Votorantim-SP. Foi expedido mandado de citação pessoal. Com a citação pessoal, o processo voltará a ter andamento. Quanto aos denunciados Edson Vieira da Silva e Paulo César de Assis, o processo continua suspenso, aguardando o cumprimento do mandado de prisão preventiva.

Segundo os promotores, outras 38 pessoas também foram investigadas, mas os elementos colhidos até o momento não permitiram o oferecimento de denúncia.

 

PRISÃO DO ARAÇATUBENSE

Em março deste ano, foi preso em São Carlos, o araçatubense Regis Fred de Souza, investigado pela polícia de Bauru e com mandado de prisão da Justiça Federal de Foz do Iguaçu, no Paraná. Ao ser qualificado, constatou-se que ele usava pelo menos mais três nomes, um dos quais Assis Rocha Galvão, que foi abordado por policiais militares na tarde do dia 14 na estrada do condomínio, em Glicério, onde ficou parte da quadrilha. Por meio de exame de DNA, constatou-se que ele esteve no rancho onde estava a quadrilha. Nas investigações apurou-se que o verdadeiro Assis Rocha Galvão morreu em 1969. Regis, com documentos falsos, assumiu a identidade e chegou a ter CNH em São Paulo.

Com essas provas, em 29 de junho de 2021 foi oferecida denúncia contra Regis Fred de Souza. No dia 5 foi decretada a prisão preventiva. Logo o processo estará concluso para julgamento.

Não foi possível apurar até agora qual a importância ou o papel de Regis Fred dentro da estrutura criminosa. Porém, trata-se de pessoa de alta periculosidade, com envolvimento em vários crimes. Dentro do mundo criminal ele é chamado de “Nego Régis”, “Maizena” e “Chefão”.

 

 

 

 

 


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