Diego Fernandes – Araçatuba
Um caso policial chamou a atenção da população nesta sexta-feira (19). Durante a madrugada, um homem que era proprietário de uma clínica de terapia, identificado como Givanildo Freitas dos Santos, de 43 anos, matou a namorada Karen Vitória Mariano Pereira, de 19 anos, e depois foi morto pela polícia ao reagir à abordagem. Entre os dois atos, Givanildo fez uma live nas redes sociais e registrou o momento em que resistia à abordagem policial.
O caso aconteceu por volta da 1h30 da manhã, em um apartamento localizado no bairro Vila Alba, na zona norte de Araçatuba. Givanildo feriu Karen com uma facada no pescoço e logo depois, fez uma barreira no apartamento para impedir a chegada dos policiais.
O homem fez uma live e transmitiu a chegada da polícia ao local. Enquanto resistia à entrada dos policiais, Givanildo chegou a filmá-los. No vídeo é possível ver um colchão sujo de sangue.
Os policiais demonstraram calma na negociação buscando a redenção de Givanildo, que se mostrava irredutível, alterado e agressivo.
O Polícia Militar recebeu a notificação do caso de um homem que teria ferido a namorada com uma facada no início da madrugada e foi até o local. Inicialmente eles foram em outro apartamento, mas depois a irmã do acusado indicou o local correto, onde vizinhos informaram que ouviram gritos com pedidos de socorro.
Quando conseguiram chegar ao quarto, os policiais perceberam que a porta estava bloqueada pelo homem e começaram a negociar sua rendição, momento este que já estava sendo registrado por Givanildo em sua live.
Após consiguirem entrar no local, os policiais encontraram Karen caída já com o ferimento no pescoço e sem sinais vitais.
Givanildo seguiu resistindo à abordagem e teria partido para cima dos policiais e acabou sendo atingido primeiramente por um teaser, uma arma de choque, e na sequência, como continuou resistindo, foi baleado.
Logo depois, o Serviço de Atendimento Móvel de urgência foi acionado até o local e o médico responsável da equipe atestou a morte de Karen e Givanildo no próprio local.
A polícia apreendeu a faca utilizada por Givanildo no crime, além de dois estojos com arma de fogo, um celular e dois cartuchos da arma do policial.
Foi apreendida também uma mochila com anabolizantes e uma porção de cocaína, que também estava no quarto onde ocorreu o crime. Os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal para exame necroscópico.
O policial que fez o disparo precisou passar por exame residuográfico e apresentou a pistola com a qual disparou o tiro, que estava com 14 munições intactas.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como homicídio e um inquérito foi instaurado.

Transmissão ao vivo
Givanildo fez uma transmissão ao vivo enquanto era abordado pelos policiais. Antes disso, ele publicou diversas mensagens no Facebook: “Me perdoem!”, “Amo vcs”, “Gratidão por tudo”, “Minha família amo vcs”, “Meus amigos”, “Que Deus vos abençoe”, “Giva”, “Sempre”, “Estou indo para a glória”, “Chegou minha vez”, “Fica meu arrependimento”, “Confesso Jesus como salvador”, “Ele morreu na cruz”, “Para salvar o pecador arrependido”.
Logo depois ele inicia a live. No começo do vídeo ele parece um pouco mais controlado e pede para que os policiais não arrombem a porta do quarto.
Logo depois que um dos policiais fala seu nome, pedindo para que ele se renda, ele se irrita, e neste momento passa a provocar os militares, que conseguem abrir a porta e são mostrados na transmissão ao vivo.
Neste momento, Givanildo passa a dizer “executa, então”, várias vezes para os policiais, que seguem pedindo rendição dizendo que seria a melhor solução. Logo depois Givanildo pede “mata, mata”, momento em que a câmera cai no chão e o seu som fica mais longe.
Ao pegar novamente a câmera, Givanildo mostra o último trecho da gravação, com os policiais já entrando no seu quarto, quando um deles pega o celular e a gravação se encerra.
Após este momento, Givanildo reagiu à abordagem e acabou sendo baleado.


