Da Redação – Araçatuba
Edielson José dos Santos de Oliveira foi condenado a 14 anos e 7 meses de prisão em julgamento ocorrido nesta quinta-feira (26), no Fórum de Araçatuba. Ele também terá que pagar 19 dias-multa.
A condenação ocorreu por homicídio qualificado e ocultação de cadáver contra Franciele Amanda de Oliveira, que era sua ex-companheira.
Ele a matou por asfixia após enforcamento. A pena aplicada no julgamento terá que ser cumprida em regime inicial fechado. O júri foi presidido pelo juiz Carlos Gustavo de Souza Miranda.
O crime, segundo denúncia, aconteceu em junho de 2023. Após enforcar a ex-companheira, ele ocultou o corpo e ateou fogo utilizando pneus em imóvel localizado na Chácaras TV.
Jurados que participaram da sessão de julgamento reconheceram a autoria do crime e afastaram a tese de homicídio privilegiado por violenta emoção. Eles confirmaram a qualificadora por asfixia.
O réu também teve o comportamento social considerado negativo, por ser usuário de drogas e possuir, com isso, agravante de fomento ao tráfico.
O juiz ainda considerou a violência do crime para a condenação, já que toda a situação aconteceu depois de uma confraternização na casa da própria vítima.
No geral, a pena para o crime foi confirmada em 16 anos, porém, acabou reduzida para 13 anos e 4 meses por causa da confissão feita de forma espontânea pelo réu. Já para a ocultação de cadáver, ele teve pena estipulada em 1 ano e 6 meses, que foi reduzida para 1 ano e 3 meses também pelo fato de ter confessado.
Edielson já estava preso por conta do crime e a pena, após aplicada, teve imediata execução. Ele teve os direitos políticos suspensos.
O promotor de Justiça Adelmo Pinho afirmou que a condenação aplicada atende aos requisitos da denúncia e informou que não vai recorrer da decisão. Ele ainda afirmou que respeita o julgamento popular.
O caso ainda possui outros dois réus, sendo eles Jaine Borges da Silva, por participação, e Ederson da Silva Godoy, por ocultação de cadáver.
O crime
Conforme divulgado pelo jornal O LIBERAL na época, a Polícia encontrou o corpo de Franciele carbonizado dentro de uma pilha de pneus no bairro Chácaras TV, no dia 7 de julho de 2023, e os restos mortais foram enviados ao Instituto Médico Legal para a identificação do corpo.
Uma filha da vítima já tinha registrado boletim de ocorrência, já que Franciele havia saído de casa no dia 14 de junho do mesmo ano e não havia mais dado notícias.
Edielson acabou sendo preso após a prisão de Ederson da Silva Godoy, que teria ajudado na ocultação do cadáver.
Em seu depoimento, Godoy confessou que ajudou a carregar o corpo de Franciele com uma carriola. Ele disse que ela foi levada da casa do autor do crime até o local onde foi incendiado.
De acordo com o delegado, o depoimento do homem foi fundamental para que a polícia chegasse no autor do crime, Edielson, que também foi preso e confessou o assassinato.
Ele confessou que esfaqueou e estrangulou a vítima. Ele tinha um relacionamento amoroso com ela e naquele dia ela foi até a sua casa para o consumo de drogas ilícitas.
O agora condenado afirmou que eles começaram uma discussão porque ela teria ficado com ciúmes de outra mulher que estava no local, e acabou o agredindo com uma garrafa.
Para revidar a agressão, ele afirmou ter dado uma facada em Franciele e depois a enforcou. Logo depois, pediu ajuda para Godoy para levar o corpo de Franciele para o terreno onde foi incinerado.


