SEM ATENDIMENTO - Parte dos funcionários do Banco do Brasil não trabalhou nesta sexta-feira

Funcionários dos caixas do Banco do Brasil aderiram à greve de um dia em Araçatuba e Birigui

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DIEGO FERNANDES – ARAÇATUBA

Quem precisou de atendimento nos caixas do Banco do Brasil em Araçatuba e Birigui acabou se decepcionando nesta sexta-feira. Os funcionários responsáveis pelo atendimento direto ao público nas agências destes dois municípios fizeram uma greve de 24 horas ontem, em protesto contra a reestruturação do banco, que prevê o fechamento de 361 postos de atendimento e a demissão de mais de 5 mil trabalhadores, incentivados por um plano de demissão voluntária. A paralisação foi nacional.

A reportagem conversou com um funcionário do banco que faz atendimento exclusivo na área jurídica, que não paralisou as atividades. Segundo ele, a movimentação interna na agência estava normal e somente os caixas que não realizaram o atendimento.

Com a greve foi de apenas 24 horas, a informação é de que na segunda-feira, dia 1º, o atendimento volte ao normal em todas as agências.

A greve de um dia foi aprovada na manhã desta sexta-feira em assembleia, seguindo tendência nacional e orientação da Federação dos Empregados em Estabelecimentos Bancários dos Estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb-SP/MS). O Sindicato dos Bancários de Araçatuba apoia o protesto.

Desde o dia 15 deste mês, o movimento sindical tem feito manifestações de repúdio ao “plano de reestruturação” do BB. Se o plano vingar, Araçatuba perderá as agências das Ruas Floriano Peixoto (Centro) e Brasil (bairro São João).

Diretores do Sindicato dos Bancários de Araçatuba distribuíram uma carta aberta à população, que explica os motivos da paralisação e denuncia a “reestruturação”, que, segundo eles, tem o objetivo de desmontar o banco público.

O Coordenador Nacional da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil, João Fukunaga, afirmou em entrevista à Agência Rádio Web, que o BB exerceu papel fundamental durante o início da pandemia em 2020.

“Quando as empresas estavam batendo nas portas dos bancos, pedindo auxílio, para sobreviver, já que estavam sem perspectiva, o Banco do Brasil foi o responsável por R$ 6,9 bilhões em empréstimos do Pronamp, chegou-se a 110 mil micro e pequenas empresas, não é pouco, foi quase um mês de operação de crédito”, relembrou Fukunaga.

O coordenador também deu dados sobre a atuação do Banco do Brasil e o impacto que pode haver com o fechamento de agências em locais do Brasil.

“Dos municípios do país, 41,9 não tem nenhuma agência bancária, 2.334 municípios do Brasil não têm agência. E dos 3.256 que possuem agência bancária, 17,7% são de bancos públicos, é altíssima a nossa participação, o Banco do Brasil fechar agências nesses locais é impedir que as pessoas utilizem o serviço. Uma bancalização é essencial, é uma forma de cidadania”, afirmou. (Com informações do Sindicato de Empregados Bancários de Araçatuba e da Agência Rádio Web)

 


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