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    Home»Cidades»Araçatuba»Finalidades do #ARACATUBADOBEM – Parte 5
    Araçatuba

    Finalidades do #ARACATUBADOBEM – Parte 5

    By jornalistacrispim25 de julho de 2021Nenhum comentário5 Mins Read
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    Rodrigo Andolfato

    No artigo da semana passada discorremos sobre as finalidades do movimento #ARACATUBADOBEM na saúde, de forma bem ampla e genérica, quanto aos artigos do estatuto. Imaginei em meu texto, que apresentando os parágrafos deste item de forma genérica, somado a um exemplo prático de empreendedorismo na saúde de base, seria o suficiente. Mas tamanha foi a repercussão do artigo que me vejo obrigado a apresentar o restante dos parágrafos deste item, de tal forma que podemos mostrar ser possível colocar a saúde como um bem acessível a todos.
    Deste modo, temos uma proposição interessante no terceiro parágrafo deste item, com relação ao que vivemos nos últimos tempos, que versa assim: “Articular-se com órgãos e instituições, pública e privada, para atender a situações de caráter extraordinário ou emergencial que exijam soma de esforços e de ações na área da saúde, tal como vivemos nos anos de pandemia da COVID19.”. Resolvemos declarar este texto por conta do que ocorreu em nossa cidade, quando alguns empresários anunciaram que doariam dinheiro para compra das vacinas e sua subsequente doação. Fato é que isto não aconteceu, e o dinheiro não foi doado. Muito por conta da burocracia estatal, que impede quem tem os recursos de usá-los. Percebemos claramente durante esta “pandemia” que o valor das vacinas não era tão alto assim. Custavam R$ 50 entregues aqui no Brasil. Hoje em dia já existe diferenciação do que se vacina na rede privada em relação a rede pública. A quantidade de doenças que tem vacinas na rede pública é muito menor do que na rede privada. De tal modo que, aqueles que têm condições financeiras, já se sobrepõem àqueles que não têm. E não há nada que se possa fazer, a não ser assumir que a saúde é um bem comercial, e que quando uma parcela da população paga por uma vacina, ela não consome uma parte do que é oferecido na rede pública. Assim, otimizando os recursos já escassos do estado.
    Preciso deixar claro aqui, antes de prosseguir com os outros parágrafos que, muita propaganda foi feita com políticos e empresários sobre as doações das vacinas, e nada foi concretizado. Para a população, assim como para mim, a impressão que deu, foi que empresários e políticos gostam de prometer muito e entregar pouco. Assim, para que não restem dúvidas sobre a boa intenção dos empresários de nossa cidade que prometeram comprar vacinas, que eles possam fazer uma doação diretamente a Santa Casa de nossa cidade, no mesmo valor que prometeram doar. Isso mostraria que tudo foi sincero e não foi um marketing oportunista num momento de extrema tristeza da nação.
    Para finalizar, outro parágrafo extremamente importante das finalidades do instituto na área da saúde versa o seguinte: “Promover ações que visem à transferência de bens públicos de saúde, tal como prédios e equipamentos, para a iniciativa privada, com a escrituração da dívida a ser paga através de serviços prestados, onde essa dívida será revertida em “vouchers” distribuídos ao povo carente para uso com a qualidade de atendimento do setor privado.”.
    O texto acima se trata de uma bandeira de todo cidadão de bem que não aguenta ver o dinheiro da gente jogado fora. Pior que ser roubado todos os dias através de impostos altíssimos, é ver esse dinheiro ser rasgado na nossa cara sem uma utilidade se quer.
    Eu escrevo isso pensando nas UPAs criadas por todo o Brasil. Uma das jogadas mais inescrupulosas do Partido dos Trabalhadores. Construíram Brasil afora, com dinheiro público, normalmente ao custo de dois a três milhões de reais, pequenos hospitais, os quais para serem postos em operação demandariam aos cofres das prefeituras, de dez a doze milhões de reais por ano. Aquele velho presente de grego. O PT ficava com os louros da fama de ter construído um prédio, mesmo sabendo que os municípios não teriam viabilidade econômica para operá-los. Mas deixando o problema de lado, pensemos na solução.
    O que o movimento #ARACATUBADOBEM pretenderá é convencer prefeitos, vereadores, ministério público e sociedade civil, que um edifício parado somente deteriora. Precisamos manter esse bem em bom estado de conservação e principalmente, atendendo a sua utilidade. Mas como?
    Precisamos passar esses prédios para iniciativa privada. Como? Alugando esses prédios via chamamento público, aos que se propuserem “pagar” o maior valor de aluguel. Coloquei o termo pagar entre aspas, pois a ideia é o município não receber em dinheiro o valor dos aluguéis. Nem tampouco receber em dinheiro o valor dos impostos municipais gerados nas consultas dos médicos que venham a alugar esse espaço. A ideia é transformar toda essa receita municipal em “vouchers” de consultas médicas das especialidades que essa clínica privada venha oferecer. Com intuito, por sua vez, de distribuir esses “vouchers” àqueles que de fato necessitam.
    Assim, a prefeitura permite o uso deste espaço por médicos que queiram implantar suas clínicas em bairros mais populares, conforme expus a ideia em meu último artigo. Além de levar a saúde privada para os bairros estaremos atendendo ao público daquele local e ainda mantendo a coisa pública sem a deterioração por falta de uso. Gostou da ideia? Então ajude a divulgar o #ARACATUBADOBEM e VEM FAZER PARTE VOCÊ TAMBÉM.

    Rodrigo Andolfato é empresário, membro do Instituto Liberal da Alta Noroeste e idealizador do movimento #ARACATUBADOBEM

     

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