Da Redação – Araçatuba
O mês de junho chegou e com ele as festas juninas, que além da tradição de alegrar o povo celebram a memória de quatro santos católicos: Santo Antônio, no dia 13 de junho, São João Batista, dia 24, e São Pedro e São Paulo, no dia 29. Os festejos são herança religiosa portuguesa que o Brasil cultiva até hoje.
A Igreja celebra em 24 de junho a natividade de São João Batista, a data ocorre seis meses antes do natal, pois além de ser a data do nascimento de São João, se dá devido à importância do santo para a Igreja. São João Batista é o único santo em que se celebra o nascimento e a morte. Seu martírio é celebrado dia 29 de agosto.
É neste período junino que as comunidades se preparam para confraternizar nas tradicionais festas com muita comida típica, brincadeiras, bandeirinhas, fogueiras e as famosas quadrilhas que tomam conta dos salões, praças e igrejas para celebrar a festa dos santos católicos.
O festejo que une o religioso e a cultura popular é comemorado nos quatro cantos do país. Em cada região, a festa assume uma particularidade seja no passo da música ou na preparação das comidas. Mas, o que garante unidade do festejo é a alegria do povo.
Dia de Santo Antônio
A tradição diz que Santo Antônio pode ajudar aqueles que querem encontrar um namorado ou namorada. No entanto, ele não garante que essa escolha seja o par ideal. De acordo com a tradição, Santo Antônio manda qualquer um para ver a promessa cumprida. Ele é visto como uma solução rápida para quem deseja acabar com a solidão momentânea.
A fé em Santo Antônio é reforçada por práticas populares como comer o bolo de Santo Antônio na esperança de encontrar a medalha que, segundo a lenda, trará o par perfeito. Algumas pessoas deixam o santo de cabeça para baixo ou tiram o bebê Jesus de seu colo para “forçá-lo” a ajudar na busca pela alma gêmea.
Santos
Santo Antônio – Santo Antônio nasceu em Lisboa (Portugal), em 1195, e faleceu em Pádua (Itália), no dia 13 de junho de 1231. Foi primeiramente religioso agostiniano e, depois, tornou-se franciscano. Chegou a conhecer São Francisco de Assis e com ele conviveu por um tempo. São Francisco o nomeou responsável pela formação dos frades, diante de sua grande capacidade intelectual e seu conhecimento teológico. É o santo junino com maior apelo popular. É chamado do Santo dos Pobres e também muito procurado como santo casamenteiro, por ter ajudado moças pobres a conseguirem os dotes para o casamento.
São João Batista – Nascido no século I Antes de Cristo, e morto no ano 26 Depois de Cristo, São João Batista, cujo nome João significa ‘Deus dá a graça’, foi o precursor de Jesus. Ele se alegrou com a chegada do Messias, ainda no ventre de sua mãe, Isabel, quando esta recebeu a visita de Maria em sua casa. Ele foi o único profeta a anunciar a chegada do Messias e mostra-lo no meio do povo. Foi ele quem apontou Jesus, proclamando-o “Cordeiro de Deus” que tira o pecado do mundo. No dia 24 de junho é celebrado o seu nascimento. Ele é o único dos Santos que tem o dia do nascimento e o dia da morte celebrados. Sua decaptação é lembrada em 29 de agosto.
São Pedro – Nascido em Betsaida, na Galileia, no Século I Antes de Cristo e Falecido em Roma, na Itália, no ano 67 Depois de Cristo, São Pedro foi o primeiro a ser chamado por Jesus, com seu irmão André. Jesus o convidou para deixar o barco na praia, ir caminhar com Ele, pois o faria pescador de homens. Pedro prontamente deixou tudo e passou a caminhar com Jesus. Foi o primeiro a professar a fé no Cristo, quando disse: ‘Eu sei que tu és o Messias, o filho do Deus vivo’. Sobre esse testemunho de fé, Jesus edificou sua Igreja. São Pedro é considerado o primeiro Papa da Igreja Católica e foi morto e crucificado de cabeça para baixo. Sua morte é celebrada no dia 29 de junho.
São Paulo – Paulo, também conhecido como Saulo, teria nascido em Tarso, região do Império Romano que hoje pertence à Turquia. Ele faleceu no ano 67 Depois de Cristo. Assim como Jesus Cristo, ele era judeu, mas as semelhanças param por aí. O futuro São Paulo pertencia a um grupo judaico conhecido como fariseus e isso gerou problemas para os primeiros seguidores de Jesus. Um fato foi fundamental para Paulo deixar a perseguição contra cristãos de lado. Em uma data entre os anos 33 e 36, Paulo viajava de Jerusalém a Damasco, atual capital da Síria, com o objetivo de prender cristãos. Chegando ao destino, o futuro santo teria tido uma visão de uma luz tão brilhante que ficou cego por três dias. Paulo, então, ouviu Jesus lhe perguntando o motivo da perseguição e lhe instruindo a entrar na cidade. Um homem chamado Ananias se encontrou com Paulo, em Damasco e o fez voltar a ver. A conversão de Paulo fez com que ele iniciasse uma série de pregações sobre Jesus.

