Da Redação – Araçatuba
Análises feitas em trechos do Rio Tietê identificaram a presença de compostos químicos e apontaram a piora na qualidade da água. O monitoramento detectou substâncias como nitrato e fosfato, indicadores associados à poluição e ao excesso de nutrientes no lençol freático.
O levantamento é feito mensalmente por voluntários que integram o projeto Observando os Rios, da Fundação SOS Mata Atlântica. Na região de Araçatuba, a coleta e o acompanhamento dos dados são realizados pelo Clube da Árvore.
Segundo os responsáveis pelo monitoramento, o aumento desses compostos favorece a proliferação de algas e cianobactérias, fenômeno já visível em alguns trechos do rio, nos quais a água passou a apresentar coloração esverdeada.
O fenômeno da mancha verde é causado pelas plantas aquáticas que invadem o rio e se reproduzem de forma rápida, devido ao excesso de nutrientes, que servem de “alimento” para elas. Os nutrientes são provenientes do esgoto doméstico ou industrial, vinhaça – resíduo da destilação do caldo de cana-de-açúcar – e de fertilizantes aplicados nas lavouras.
Desde junho do ano passado até abril deste ano, foram realizadas 13 análises no trecho monitorado pelos integrantes do projeto. A mais recente revelou o maior número de poluentes desde o início da série de coletas.
“Mês a mês, a gente foi reparando os indicadores, mas em abril tivemos uma diferença muito grande, principalmente no fosfato e no nitrato”, explicou Maryane Camargo, vice-presidente do Clube da Árvore, em entrevista concedida à TV Tem.

