HOBBY - O motorista Antônio Ananias, 59 anos, sempre gostou de trens

Em tempos de isolamento social, hobby do ferreomodelismo atrai moradores de Araçatuba

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

Em época de isolamento social, muitas pessoas têm aderido a algum hobby ou a alguma atividade prazerosa para manter a mente ocupada e se esquecer, por alguns momentos, das tristes notícias que assolam o mundo. Um destes hobby tem sido o ferreomodelismo. O trem elétrico é uma excelente opção para quem está procurando algo para entreter a mente e passar o tempo. É um hobby saudável, desestressa e ajuda neste momento tão delicado pelo qual todos estão passando.
Em Araçatuba, o professor Euclides Teixeira Neto, 50 anos, é um destes aficionados por trens. “Tenho este hobby há dois anos e adoro brincar com os trens ao lado do meu filho. Sempre que podemos, montamos a linha férrea para rodar os trens”, afirma.
Já o motorista Antônio Ananias, 59 anos, sempre gostou de trens, desde os tempos de criança. “Há dois anos tive a ideia de realizar o sonho de ter meu próprio trem elétrico. Hoje possuo cinco locomotivas e 12 vagões, que rodam em minha maquete. Estou aproveitando este tempo em casa para aumentá-la e deixá-la mais bonita”, conta. “Quando criança, morei próximo a uma estação, e minha paixão vem daí”, conclui.
A cidade possui vários adeptos deste hobby e tem até uma entidade que reúne os amantes de trens elétricos, a AFAR (Associação de Ferreomodelismo de Araçatuba e Região).
O ferreomodelismo é um dos hobbies mais antigos do mundo, e sua origem remonta ao período em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de acontecer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se intensificou.
De norte a sul do Brasil, muitas pessoas têm se interessado pelos trens elétricos em miniatura, seja por pura diversão, hobby ou mesmo para preservar a memória ferroviária do país.
“Em tempos como estes, em que as famílias têm ficado em casa, é preciso arrumar algum hobby para distrair a mente. As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, diz Lucas Frateschi, diretor da Frateschi Trens Elétricos, empresa com sede em Ribeirão Preto, no interior paulista, que possui mais de 50 anos de atuação no mercado e é a única fabricante de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais na América Latina.
O interior paulista é um mercado muito atraente para a Frateschi. “As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, diz Lucas. No Brasil, inclusive, existem diversas associações que reúnem os amantes deste hobby saudável e interessante

 

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