Educação de Araçatuba vê Folclore como suporte pedagógico

Em tempos onde os mistérios do mundo místico estão desaparecendo diante da razão tecnológica e da era da informação digital, fincar um pé no passado pode mostrar, recuperar e preservar quem somos, realmente, enquanto indivíduo e povo. Foi com muito trabalho artístico que a Secretaria de Educação de Araçatuba realizou a Semana do Folclore, que contou com a participação de milhares de crianças nos espetáculos apresentados no Teatro Castro Alves entre os dias 21 e 23 de agosto.

Através das danças, brincadeiras e histórias folclóricas podemos aprender sobre a identidade do povo brasileiro e utilizar esse saber como suporte pedagógico, é o que afirmam as educadoras Renata Magoga, diretora de Ensino Fundamental, e Renata Alessandra Cintra Baroni, diretora de Educação do município. As duas, que participaram da organização do evento, contam sobre o universo rico das tradições brasileiras e como através do folclore podemos nos reconhecer enquanto povo.

“O folclore ainda está vivo”, afirma Baroni. “Trabalhamos muito com o brincar, o faz de conta, temos essa preocupação em mostrar essas tradições. Para nós, ele está vivo”, enfatiza. A diretora de Educação diz que as crianças de hoje não têm brincadeiras de rua como antigamente e que passar esse conhecimento se tornou parte da função da escola. “Ensinamos amarelinha, pião, bilboquê. As cantigas de roda fazem parte do nosso currículo e essa semana de atividades é um fechamento de tudo o que fizemos desde o início do ano”, explica.

FOLCLORE ENSINA
“As manifestações folclóricas são um retrato do povo, então ele faz parte da nossa identidade”, ressalta Magoga. A diretora do Ensino Fundamental diz que através do estudo do folclore encontramos as nossas raízes. “Temos que saber dessa identidade gerada com a mistura de indígenas, africanos, portugueses e outros imigrantes. Se as manifestações folclóricas são um retrato do povo nós temos que manter as crianças ligadas a essas manifestações tradicionais exatamente para que não se perca a identidade”, afirma Magoga.

Ela ressalta que a cultura é uma história viva que vai se renovando, “mas também sempre existe o retorno para o que os antepassados trouxeram”. “Uma das coisas legais é trabalhar a culinária tradicional, as comidas típicas de cada região, e isso ajuda a apresentar uma parte da nossa história”, diz. Para a diretora, além do conteúdo que se aprende há diversos princípios que a Educação procura extrair das brincadeiras folclóricas. “Numa brincadeira, dramatização, ou dança você trabalha desde a colaboração, o companheirismo, a coordenação motora da criança. Então, eles estão brincando, mas por trás disso há esses princípios. Com o folclore podemos ensinar a estar em sintonia com seus pares”, destaca.

A Semana do Folclore é realizada anualmente pela Secretaria Municipal de Educação. O órgão também organiza a Semana do Brincar, que tem como foco o resgate de brincadeiras tradicionais durante uma semana inteira em que o uso de aparelhos digitais é desestimulado. As apresentações artísticas foram preparadas pelas seguintes escolas; Fernando Gomes de Castro, Ana dos Santos Barros, Euza Neuza, Cemfica Solar, Lauro Bittencout, Francisca Arruda Fernandes, Alvino Barbosa, Leda Aparecida Martins e Leonísia de Castro.

Da Redação

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