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Araçatuba
terça-feira, junho 28, 2022

Diretoria apresenta relatório de atividades realizadas na Santa Casa de Araçatuba

DA REDAÇÃO – ARAÇATUBA

A reconexão da Santa Casa de Araçatuba com as instituições governamentais que fazem a gestão direta e indireta dos atendimentos prestados aos pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde) foi um avanço que possibilitou ao hospital estabelecer parcerias para as providências necessárias à melhoria dos atendimentos, meta principal da nova diretoria da instituição.
Essa é a conclusão do relatório de atividades realizadas pelos novos gestores da Santa Casa de Araçatuba no período 8 de março a 31 de maio. O documento lista os principais itens da situação encontrada nos setores que atuam ou influenciam diretamente nos fluxos de atendimento do hospital.
Estoque de medicamentos e materiais cirúrgicos para somente 12 dias e falta de crédito para aquisição de estoque para 60 dias, período considerado como mais seguro à dinâmica hospitalar, déficit financeiro mensal de aproximadamente R$ 2,5 milhões, e alguns equipamentos de setores que dão suporte direto aos procedimentos médico-hospitalares, como na Central de Materiais Esterilizados (CME), foram alguns dos entraves para implantação imediata do plano de trabalho da diretoria que assumiu em 8 de março.
Através de reuniões realizadas com o diretor do Departamento Regional de Saúde, Rachides Castro Júnior, com o secretário-executivo da Secretaria de Estado da Saúde, Eduardo Ribeiro Adriano, com o governador Rodrigo Garcia, deputados que representam a cidade e a região e vereadores do Legislativo de Araçatuba, a diretoria conseguiu aportes imediatos para resolver a questão dos medicamentos e emendas parlamentares que darão um fôlego às finanças da instituição.
A retomada do diálogo entre a diretoria da Santa Casa de Araçatuba e o Governo Municipal resultou em avanços para a assistência aos pacientes e à logística necessária à ampliação dos atendimentos. Ao mesmo tempo, ancorou a retomada do diálogo com o Governo do Estado e com deputados federais de indicação de emendas para o custeio dos atendimentos.
Paralelamente, a diretoria fortaleceu a parceria com instituições direta e indiretamente ligadas ao hospital. O UniSalesiano, representado por padre Erondi Tamandaré e professor André Ornellas, respectivamente, diretor-geral e pró-reitor do UniSalesiano foi uma das consolidações. Um dos resultados imediatos foi a apresentação conjunta ao governador Rodrigo Garcia do projeto comprovando que a Santa Casa de Araçatuba cumpre todos os requisitos legais para ser transformada em Hospital de Ensino.
O fortalecimento da parceria com o UniSalesiano também resultou na ampliação do Internato Médico e Estágios para os alunos do curso de Medicina, reforma já concluída de ala no primeiro andar do hospital destinada à realização dos estudos e doação dos móveis e equipamentos necessários ao funcionamento dos 20 leitos do Serviço de Ortopedia e Traumatologia.

Hospital tem registrado 100% de ocupação diária dos leitos
No relatório em que informa a população sobre as deficiências, as medidas adotadas para resolvê-las e o status atual, a diretoria aponta também problemas gerados diariamente pela ocupação de praticamente 100% dos leitos de enfermaria, UTIs e os de Urgência e Emergência, situação que impede o hospital de atender pedidos de vagas para internação encaminhados pela CROSS Estadual (Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde e a CROSS de Araçatuba, que faz a gestão das demandas do Pronto-Socorro Municipal e do Hospital Municipal.
“O hospital precisa sim de mais leitos, afinal, a última ampliação aconteceu há 16 anos (2006) e nesse período a população local e regional cresceu, bem como suas necessidades hospitalares. Temos um projeto para ampliação física da Santa Casa de Araçatuba, porém antes de pleitearmos estamos monitorando a funcionalidade dos existentes e já detectamos a necessidade de ajustes da ocupação/alta hospitalar com objetivo de melhorar o rodízio dos leitos”, informa a diretoria no relatório.
Por outro lado, o hospital está com 20 leitos de enfermaria do segundo andar bloqueados há mais de um ano para realização de obras de reforma e revitalização do Serviço de Ortopedia e Traumatologia. A diretoria determinou a agilização das obras, que deverão agora estar concluídas em 60 dias.

Hospital tem mais de 3.000 cirurgias eletivas represadas
Levantar a quantidade de pessoas que aguardam na fila à espera de cirurgias de média e alta complexidades eletivas (não urgentes) foi uma das primeiras providências da nova diretoria. O total pode passar de 3 mil cirurgias eletivas a realizar e é consequência de represamentos ocorridos no período que antecedeu a pandemia e nos dois anos de enfrentamento ao coronavírus, ocasião em que o Ministério da Saúde determinou a suspensão de atendimentos eletivos cirúrgicos e ambulatoriais.
Os pacientes à espera de procedimentos são das 40 cidades de referência da Santa Casa de Araçatuba. O número exato será conhecido após checagens dos laudos existentes. O hospital já está contactando os pacientes para saber status de cada caso.
A diretoria aguarda os desdobramentos do anúncio feito em meados de maio pelo governador Rodrigo Garcia que pretende realizar um mutirão de cirurgias na capital e em todo o Estado de São Paulo. Pela proposta, o Governo do Estado vai pagar aos hospitais públicos e privados um valor adicional de 100% ao que já é pago pela Tabela SUS do Ministério da Saúde para a realização de 54 tipos de cirurgias eletivas. Além disso, vai liberar um valor adicional para consultas e exames pré-cirúrgicos.
Com a liberação de R$ 5 milhões para custeio pelo Governo do Estado à Santa Casa de Araçatuba e emendas parlamentares que devem ser pagas até o final de junho, a diretoria terá os recursos necessários para abastecer o hospital de medicamentos e insumos para cirurgias. No mesmo período, já deverá ter também resultados dos ajustes na ocupação dos leitos. Com isso, a Santa Casa de Araçatuba terá condições de iniciar a realização das cirurgias eletivas.

Diretoria faz mudanças na gestão para melhoria da dinâmica interna
Falta de comunicação entre gestores, colaboradores e administração para resolver os problemas cotidianos do hospital, planejar estratégias e projetos foi uma das situações detectadas nos primeiros dias de gestão da nova diretoria.
Por entender que a qualidade dos atendimentos prestados aos pacientes está associada diretamente à conexão de todos os elos que atuam direta e indiretamente em todo o complexo hospitalar, a diretoria fez mudanças para ajustar a comunicação entre gestores e colaboradores com o Corpo Diretivo, formado pela Diretoria, Direção Clínica, Direção Técnica e Administração
Foram contratados, o especialista em gestão hospitalar Luiz Otávio Barbosa Vianna para atuar na Administração, e o médico Carlos Henrique Mori Frade Gomes, com especialização em Urgência e Emergência, para atuar na Direção Técnica do hospital. Para completar a reestruturação técnica, a diretoria promoveu a enfermeira Ana Paula Mazzini, especialista em auditoria do Serviço de Saúde, a Responsável Técnica de Enfermagem.
O objetivo, de acordo com o provedor Petrônio Pereira Lima, é ”estreitar o relacionamento com os colaboradores, as equipes médicas, os prestadores de serviços e os fornecedores, como forma de valorizá-los, visando a qualidade da assistência aos pacientes, que é a missão do hospital”.

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