Dia Mundial da Água, Qualidade de Vida e Saúde!!

Disse o ilustre Sr António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que “o valor da água é profundo e complexo” porque “não há nenhum aspecto do desenvolvimento sustentável que não dependa fundamentalmente dela. ”

O Dia Mundial da Água foi estabelecido pela ONU no dia 22 de março de 1992 e teve como propósito provocar na sociedade uma reflexão, discussão e conscientização a respeito de sua importância para as pessoas no seu dia-a-dia. Contribuiu para isto a grande preocupação sobre sua escassez para o consumo na atualidade e em um futuro próximo, ser maior ainda, para uma grande parcela da população mundial. A prova disto está na quantidade de estabelecimentos que comercializam água mineral envazada, o que no passado era suprida por filtro de barro, moringa ou consumo diretamente na torneira.

A Declaração Universal dos Direitos da Água (DUDA), patrocinada pela ONU, destacou pontos relevantes sobre o uso e consumo desse recurso hídrico, sua importância e as ações para sua preservação, como se vê nos dez artigos seguintes:

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água será manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Fonte de vida, substância natural fornecida pela natureza que pode ser encontrada no estado líquido, sólido e gasoso, e indispensável para sobrevivência dos seres humanos, animais e vegetais. Algo entorno de 71% da superfície terrestre é coberta por água, já no corpo humano está inserida na composição das células, tecidos e órgãos assumindo aproximadamente 60% do peso corporal.

Tamanha presença revela sua importância e o quanto é essencial para a civilização humana e ao meio ambiente, razão pela qual compreender e preservar sua essência representa conservar e salvar as 8,7 milhões de espécies vivas conhecidas no Planeta.

Em todo o mundo 450 milhões de crianças são privadas de acesso à água, com isso padecem com a má nutrição e a falta de crescimento. Por ocasião de enchentes, são as primeiras a se contaminarem. Além disto, não podem higienizar e lavar as mãos, e logo ficam sujeitas às infecções, a exemplo da Covid 19. Para reflexão, é sabido que em mais de 80 países, as crianças estão sujeitas a uma vulnerabilidade hídrica alta ou extremamente alta.

No EU biológico a água é um importante componente do plasma sanguíneo, pois viabiliza o transporte de nutrientes, oxigênio e sais minerais para as células, regula a temperatura do corpo, filtra as impurezas, além de estar na composição das secreções como o suor, a saliva, a lágrima e a urina.  Sua falta pode gerar dor de cabeça, coração acelerado, sonolência, intestino preso, tontura, cansaço, mal-estar, dores no corpo, etc.

Na interação do EU social está presente em todas as culturas dos povos, nas manifestações e expressões políticas, culturais, econômicas, religiosas, sociais e artísticas, sendo assim a água tem uma função determinante em todos os sentidos e sem distinção. Ao Eu Psicológico e mental manter o corpo hidratado pode proporcionar um estado de boa concentração, atenção e memória, redução do estresse, da ansiedade e da fadiga mental, boa disposição, satisfação, conforto, além de bem-estar geral.

No cotidiano pensar sobre essa fonte de vida significa considerar o frescor de uma piscina para mergulhar, um banho de mar, uma chuva relaxante, um suco gelado, uma fruta suculenta, um sorvete saboroso, nuvens brancas e finas, o orvalho matinal ou simplesmente um copo d´água.

Simbolicamente o Dia Mundial da Água, apesar de ser comemorado no dia 22 de março, pode ser celebrado em todos os 365 dias. Com tantos significados e considerações é válido dizer que esse líquido precioso consubstancia plenamente os conceitos de Saúde e Qualidade de Vida.

 

Coronel PM PAULO AUGUSTO LEITE MOTOOKA

Comandante da Polícia Militar Ambiental do Estado de São Paulo

Mestre e Doutor em Ciências Policiais de Segurança e Ordem Pública

Bacharel em Psicologia, Direito e Especialista em Direito Ambiental

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